ArcelorMittal desiste de retomar operações na Ucrânia após ataques com mísseis
A ArcelorMittal afirmou que não pode retomar com segurança as operações de sua subsidiária na Ucrânia após ataques com mísseis que mataram cinco pessoas e feriram 17 funcionários, e espera registrar uma baixa contábil de US$ 1 bilhão. A siderúrgica sediada em Luxemburgo disse nesta sexta-feira, 25, que quatro ataques contra a ArcelorMittal Kryvyi Rih nas últimas cinco semanas também causaram danos extensos às instalações de produção. O ataque mais recente ocorreu na segunda-feira.
A perda contábil sem efeito caixa esperada se refere principalmente a danos em propriedades, plantas e equipamentos no complexo de Kryvyi Rih, no centro da Ucrânia.
“Estamos discutindo o futuro da usina com o governo da Ucrânia e vamos nos concentrar em preservar a infraestrutura, para que, quando a paz finalmente voltar, permaneçam opções para reiniciar a produção”, disse Mauro Longobardo, CEO da ArcelorMittal Kryvyi Rih.
A empresa já havia informado que interrompeu a produção primária de aço na unidade e paralisou ou reduziu ao mínimo operacional o restante do complexo depois que um ataque em meados de agosto danificou as principais instalações de energia e de altos-fornos. Outro ataque, em setembro, teve como alvo um complexo de produção de ferro, segundo a companhia.
A siderúrgica disse mais cedo neste mês que equipes especializadas avaliavam a extensão dos danos e o trabalho necessário para retomar as operações, mas ressaltou que ainda não podia estimar quanto tempo os reparos levariam.
A ArcelorMittal opera sua planta ucraniana com capacidade reduzida desde 2022. A companhia retomou a produção de aço pouco depois do início da invasão em larga escala pela Rússia e enfrentou falta de energia e gargalos logísticos para manter as operações.
Em teleconferências recentes de resultados, executivos disseram que o negócio na Ucrânia, que abastece o mercado doméstico, vinha consumindo caixa desde o início da guerra, mas que conseguia ficar no ponto de equilíbrio em termos de Ebitda.
A empresa afirmou nesta sexta que aportou mais de US$ 700 milhões, ao longo do conflito, na subsidiária ucraniana para garantir a continuidade das operações. Acrescentou que sua prioridade desde o começo da guerra tem sido a segurança e a estabilidade econômica de seus funcionários na Ucrânia.
Ataques recentes com mísseis russos ampliaram os danos à indústria siderúrgica ucraniana. A Metinvest disse que suas instalações foram atingidas por vários ataques nas últimas semanas e que sofreu bombardeios mesmo após paralisar unidades.
A Ferrexpo, produtora de minério de ferro listada em Londres e com operações de mineração e processamento na Ucrânia, informou nesta sexta que conseguiu retomar uma produção limitada, após suspender temporariamente as atividades no início deste ano devido a ataques à infraestrutura de geração e transmissão de eletricidade do país.
Investidores da Ferrexpo apoiaram um plano para levantar cerca de US$ 100 milhões para financiar as operações diárias e evitar que a empresa fique sem caixa no fim de outubro. A companhia informou que sua receita caiu 57%, para US$ 196 milhões, no primeiro semestre de 2026. Fonte: Dow Jones Newswires.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado