Azzas tem lucro líquido recorrente de R$ 106,5 mi no 2Tri26, queda anual de 62,5%
A Azzas 2154 registrou lucro líquido recorrente de R$ 106,5 milhões no segundo trimestre de 2026, queda de 62,5% em relação a igual período do ano anterior. O lucro líquido contábil somou R$ 29,8 milhões, recuo de 94,5% na comparação anual.
O Ebitda recorrente atingiu R$ 379,6 milhões, redução de 29,1%. A margem Ebitda recorrente ficou em 14,2%, baixa de 4,3 pontos porcentuais (p.p.) ante o segundo trimestre de 2025.
Segundo a companhia, a menor receita, especialmente nas vendas para franqueados e lojas multimarcas, provocou desalavancagem operacional. “Reconhecemos a necessidade de evoluir na retomada do crescimento e, principalmente, na recuperação da rentabilidade”, afirmou a administração.
A receita líquida totalizou R$ 2,6 bilhões, queda anual de 8,2%. Já a receita bruta das marcas continuadas somou R$ 3,351 bilhões, recuo de 7,1%.
As vendas nos canais de sell-in, referentes ao fornecimento de produtos para franqueados e lojas multimarcas, caíram 13,6%, para R$ 1,1 bilhão. A companhia atribuiu o desempenho à redução dos estoques dos franqueados, a questões de calendário na unidade Shoes & Bags e ao impacto dos juros elevados sobre os clientes multimarcas.
Nos canais de sell-out, que corresponde as vendas ao consumidor final em lojas próprias e no e-commerce, a receita recuou 1,9%, para R$ 1,7 bilhão. Excluindo a unidade Basic, que concentra a Hering, houve crescimento de 0,3%.
Já a geração de caixa operacional alcançou R$ 356,5 milhões, mais de três vezes os R$ 106 milhões registrados um ano antes. Após os investimentos, a geração de caixa foi de R$ 280,1 milhões.
O resultado financeiro recorrente ficou negativo em R$ 187,6 milhões no segundo trimestre, ante resultado negativo de R$ 199,5 milhões no mesmo período de 2025, melhora de 6%.
A dívida líquida encerrou junho em R$ 2,127 bilhões, queda de R$ 39,9 milhões ante o primeiro trimestre. A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda recorrente dos últimos 12 meses, excluídos os efeitos contábeis dos contratos de arrendamento, ficou em 1,52 vez.
