Bap, presidente do Flamengo, pede que MP da proibição das bets seja rejeitada pelo Congresso

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Bap, presidente do Flamengo, participou do programa “Mengo Cast” do canal oficial do clube carioca nesta segunda-feira, 28. Em papo sobre a Medida Provisória, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que proíbe a atuação de casas de apostas esportivas no Brasil, o mandatário pediu que a decisão seja rejeitada pelos órgão superiores do País.

“Espero sinceramente que, a partir da semana que vem, isso seja revisitado, ou pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Congresso Nacional, que tem todas as ferramentas e as possibilidades de rejeitar essa Medida Provisória”, afirmou.

“Não é rejeitar simplesmente pelo fato que a gente defenda o jogo, é rejeitar pelo princípio democrático de direito, que as coisas têm que ser feitas de maneira correta, por meio do Congresso Nacional”, explicou o dirigente.

Pouco antes do governo Lula anunciar a assinatura da MP, na última sexta, 25, Bap manifestou o efeito que a ação teria na equipe rubro-negra.

“Isso traria impactos desastrosos para o Flamengo como um todo, não só no futebol, mas também nos esportes olímpicos. A gente estima que as perdas imediatas de receita para o ano que vem sejam de R$ 400 milhões a R$ 430 milhões e, sem um preparo prévio, é absolutamente impossível que você consiga estancar essa sangria”, disse em entrevista à CNN Brasil.

Lucas Rocha Furtado, subprocurador-geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU), protocolou um pedido para que a MP do fim das bets só entre em vigor a partir do dia 31 de dezembro. Ele mencionou a necessidade de um período de transição adequado, visando à segurança jurídica, além de ter alegado um “caráter eleitoreiro” na atitude.

Atualmente, publicidades e sinais de patrocínios de casas de apostas e cassinos online devem ser removidos até 5 de outubro, às 23h59 (de Brasília). Apostadores terão até esta mesma data e horário para resgatar saldo nos sites de jogos.

“Se tiver que haver alguma decisão mais relevante, que seja feita de uma forma de transição, alguma coisa mais escalonada, com uma regulamentação mudando com o tempo, e não de maneira abrupta como foi feita aqui, trazendo tanto desconforto e tanta incerteza para os clubes de futebol do Brasil”, finalizou Bap.

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Estadão

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