Bolsas da Europa fecham na maioria em queda de olho em EUA-Irã e balanços, com luxo em destaque

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São Paulo, 15 – As bolsas da Europa fecharam majoritariamente em queda nesta quarta-feira, 15, pressionadas pela persistência das tensões no Oriente Médio. A percepção de que a inflação dos EUA segue perdendo força limitou parte das perdas, mas o alívio foi insuficiente para compensar o aumento da aversão a risco, enquanto balanços corporativos geraram movimentos expressivos em ações do setor de luxo (+3,3%).

Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,13%, a 10.515,92 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 0,51%, a 25.018,81 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,19%, a 8.382,43 pontos. Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,85%, a 52.411,25 pontos. Em Madri, o Ibex 35 cedeu 0,43%, a 19.272,50 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 perdeu 0,46%, a 9.084,95 pontos. As cotações são preliminares.

A Capital Economics avaliou que o PPI americano mais fraco dá ao Federal Reserve (Fed) mais tempo para avaliar os efeitos das tarifas antes de voltar a alterar os juros. Dirigentes do Banco Central Europeu (BCE), por sua vez, reforçaram nesta quarta que seguem monitorando os impactos da alta do petróleo sobre a inflação e reiteraram que a instituição está pronta para agir, se necessário.

Na agenda econômica, a produção industrial da zona do euro caiu 0,2% em maio ante abril, contrariando a expectativa de alta de 0,2%.

Entre as ações, a holandesa ASML chegou a disparar após elevar novamente sua projeção de vendas para o ano, mas perdeu força ao longo da sessão e fechou em queda de 0,5%. Na Alemanha, Infineon recuou cerca de 5,7%, enquanto STMicroelectronics caiu perto de 4,6%, refletindo a fraqueza das fabricantes de chips em Wall Street.

No setor de luxo, a suíça Richemont subiu 6,6% após divulgar vendas trimestrais acima das expectativas, impulsionando pares como LVMH (+2), Hermès (+2,4%), Kering (+3,5%) e Burberry (+1,6%). Já entre as mineradoras, Rio Tinto cedeu 1,5% mesmo após reportar aumento dos embarques de minério de ferro no segundo trimestre, enquanto Antofagasta reafirmou seu guidance para 2026, mas perdeu 2,7%.

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Estadão

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