Bulgária: Parlamento aprova uso de base aérea pelos EUA para apoiar operações no Oriente Médio
O Parlamento da Bulgária aprovou nesta quarta-feira (22) uma proposta do governo para permitir que os militares dos Estados Unidos utilizem uma base aérea no país balcânico em apoio às operações americanas no Oriente Médio, embora alguns parlamentares tenham demonstrado preocupação com o risco de envolvimento na guerra com o Irã.
O governo do presidente Donald Trump tem enfrentado resistência de alguns países da União Europeia quanto ao uso de bases aéreas para dar suporte à campanha militar contra o Irã.
Os parlamentares búlgaros aprovaram a medida por 136 votos a 13, com duas abstenções, autorizando a presença de até oito aeronaves-tanque KC-135 dos EUA, além de 250 militares e equipamentos de apoio na Base Aérea de Bezmer, entre sexta-feira e 1º de outubro. Não são necessárias novas aprovações.
Pelo acordo de defesa firmado entre Estados Unidos e Bulgária em 2006, a instalação de Bezmer, localizada a cerca de 260 quilômetros a sudeste de Sófia, é uma base de uso conjunto. Sempre que Washington deseja utilizar a base para uma nova finalidade, é necessária a aprovação do Parlamento.
O novo destacamento militar ocorre após um pedido da Embaixada dos EUA. Até o momento, não houve comentário imediato do governo americano.
Antes da votação, o primeiro-ministro Rumen Radev declarou que está “categoricamente fora de questão” que operações militares no Oriente Médio sejam conduzidas a partir do território búlgaro.
Imagens da televisão local mostraram Radev afirmando, durante uma reunião de governo, que “o deslocamento das aeronaves-tanque americanas para a Base Aérea de Bezmer destina-se exclusivamente a missões logísticas de reabastecimento em voo fora do espaço aéreo búlgaro”.
O ministro da Defesa, Dimitar Stoyanov, disse aos parlamentares, antes da votação, que todas as medidas necessárias foram adotadas, tanto no âmbito nacional quanto entre os aliados, para garantir que a Bulgária não seja envolvida em qualquer conflito. “Solicitamos e recebemos garantias do nosso parceiro estratégico com o objetivo de minimizar os riscos à nossa segurança nacional”, afirmou Stoyanov. Fonte: Associated Press.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
