Dólar cai com foco no Copom e em meio a ambiente externo favorável

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O dólar opera em queda frente ao real na manhã desta quarta-feira, 5, em um pregão marcado pela expectativa em torno da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que deve reduzir a Selic em 0,25 ponto porcentual, para 14% ao ano. No exterior, o ambiente de maior apetite por risco favorece as moedas emergentes, enquanto investidores aguardam novos sinais sobre a economia norte-americana antes da divulgação do payroll (relatório de emprego), na sexta-feira.

A pesquisa ADP mostrou criação de 44 mil vagas no setor privado dos Estados Unidos em julho, abaixo da expectativa de 75 mil. Apesar do resultado mais fraco, o indicador teve impacto limitado sobre o mercado por aqui, que segue concentrado na decisão de política monetária no Brasil e na divulgação do relatório oficial de emprego americano.

O índice DXY recua levemente frente às principais moedas, enquanto o dólar também perde força em relação à maioria das divisas emergentes.

Os contratos futuros do petróleo avançam moderadamente após as fortes perdas acumuladas nas duas sessões anteriores. O Brent permanece ao redor de US$ 80 por barril, enquanto o mercado acompanha os desdobramentos das negociações para a reabertura do Estreito de Ormuz e os reflexos sobre a oferta global da commodity.

No Brasil, o foco permanece voltado ao comunicado que acompanhará a decisão do Copom. Embora o mercado considere praticamente certo um corte de 0,25 ponto porcentual na Selic, investidores buscam indicações sobre os próximos passos da política monetária, após uma sequência de indicadores apontar desaceleração da atividade econômica e melhora das perspectivas para a inflação.

Além da decisão do Banco Central, investidores acompanham as pesquisas eleitorais, a temporada de balanços corporativos e os desdobramentos da crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos.

Ontem, o dólar à vista encerrou o pregão em alta de 0,86%, a R$ 5,1309, maior nível de fechamento desde 13 de julho.

O movimento ocorreu na contramão da maioria das moedas emergentes, em uma sessão marcada pela forte queda dos preços do petróleo e pela cautela dos investidores em relação ao cenário eleitoral doméstico.

Às 10h08 desta quarta, o dólar à vista caía 0,20%, a R$ 5,1200, após oscilar entre a máxima de R$ 5,1249 e a mínima de R$ 5,1094. No mercado futuro, o contrato para setembro recuava 0,12%, a R$ 5,151.

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Estadão

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