Edinho Silva: ‘É contraditório alguém que defende milícia fazer discurso de segurança pública’

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O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que é “totalmente contraditório alguém que defende milícia fazer discurso de segurança pública”, ao se referir ao candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL). A declaração foi feita em coletiva de imprensa logo na sequência do primeiro debate do segundo turno promovido por Band/Estadão no domingo, 18.

Edinho Silva avaliou que o debate foi marcado mais por “provocação por parte do Flávio do que por respostas”. “O presidente Lula perguntou por que ele apresentou o projeto de lei tirando registros da numeração das munições e ele não respondeu. Perguntou por que ele defendeu o assassino de uma criança de cinco anos, ele também não respondeu. Perguntou por que ele votou contra retirar a arma de policial agressor de mulheres, ele também não respondeu”, disse.

Em seguida, ele afirmou que o presidente Lula propôs a abertura do sigilo bancário e telefônico de ambos, mas que Flávio também não teria respondido.

O presidente do PT afirmou que o debate mostrou dois projetos distintos para o Brasil e disse que o que Flávio Bolsonaro vota como parlamentar não tem coerência com o que ele defende na campanha, citando que o senador era contrário ao fim da escala 6 por 1, mas voltou atrás por “interesse eleitoral”.

Ao falar de segurança pública, tema debatido intensamente neste domingo, Edinho afirmou: “Inclusive o Flávio, que diz que tem uma política de segurança pública, mas ele condecora miliciano, ele faz discurso quando ele era deputado, defendendo o miliciano. É totalmente contraditório alguém que defende milícia fazer discurso de segurança pública”, disse.

Durante o debate, Flávio mencionou o aumento do roubo de celulares. Sobre isso, Edinho afirma que “não adianta discursar” sobre o tema. “Hoje roubo de celular é atribuição da Polícia Militar, não é atribuição do governo federal, se aumenta o roubo do celular é porque a Polícia Militar não está cumprindo o seu papel”, disse.

Ele afirmou que a PEC da Segurança Pública, enviada pelo governo Lula ao Congresso, poderá resolver essa questão permitindo o envolvimento do Executivo federal no assunto, mas disse que o próprio Flávio como senador não estaria agilizando a votação da proposta.

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Estadão

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