Furacão Isaías atinge Flórida com ventos de 165 km/h e deixa quatro mortos

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O furacão Isaías deixou pelo menos quatro mortos e mais de 500 mil pessoas sem energia elétrica nos Estados Unidos após atingir a costa do Golfo do México com ventos de até 165 km/h e chuvas intensas. O fenômeno perdeu força e foi rebaixado a ciclone pós-tropical neste sábado, 10.

Isaías atingiu a costa na noite de sexta-feira, 9, perto da cidade turística de Destin, na Flórida, como um furacão de categoria 2 na escala Saffir-Simpson, que vai até 5.

“Isaías enfraqueceu muito rapidamente sobre o Alabama e se transformou em um ciclone pós-tropical”, informou o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC).

Na Flórida, uma mulher morreu após a queda de uma árvore sobre sua casa. Outra vítima foi um homem encontrado morto na garagem, onde mantinha um gerador de energia em funcionamento, segundo autoridades do condado de Escambia.

A governadora do Alabama, Kay Ivey, confirmou outras duas mortes no estado.

Flórida e Alabama: falta de luz, caminhões tombados e postos de gasolina destruídos

Pouco mais de meio milhão de pessoas continuavam sem luz na tarde deste sábado. A maior parte nos estados da Flórida e do Alabama, segundo o site PowerOutage.

Perto da zona de impacto do furacão, havia caminhões tombados, postos de gasolina danificados e árvores caídas, constatou um jornalista da AFP. Além disso, os fortes ventos arrancaram o telhado de várias propriedades.

O NHC prevê que Isaías se deslocará para o norte e depois para norte-nordeste durante o fim de semana. O fenômeno deve se dissipar gradualmente ao cruzar os vales do Tennessee e de Ohio.

Mas o ciclone ainda pode provocar chuvas fortes na costa noroeste da Flórida, no sul do Alabama e na Geórgia. O governador da Flórida, Ron DeSantis, advertiu que os moradores ainda não estão completamente fora de perigo.

É “provável” que as águas continuem subindo em algumas áreas, com chuvas previstas para o fim de semana de entre 10 e 20 centímetros, disse em uma entrevista coletiva.

Isaías foi o primeiro furacão da temporada no Atlântico. A atividade ciclônica no Atlântico, que começa no início de junho e se prolonga até o fim de novembro, está incomumente tranquila este ano devido ao fenômeno climático El Niño.

Ao modificar a circulação atmosférica em larga escala, o El Niño tende a frear os ciclones no Atlântico e a reforçá-los no Pacífico, onde vários furacões se formaram neste ano, entre eles Polo, que atingiu a categoria 5.

Vários estados que fazem fronteira com o Golfo do México, entre eles Flórida e Alabama, declararam estado de emergência e ordenaram a saída de moradores.

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Estadão

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