Magnatas da tecnologia comparecem a jantar com Trump e Xi na Casa Branca
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ofereceu na noite desta quinta-feira, 24, um jantar de estado ao presidente da China, Xi Jinping. Entre os convidados do evento na Casa Branca, chama atenção a presença de alguns dos maiores magnatas da tecnologia dos EUA.
Na lista, aparecem Jeff Bezos (Amazon), Elon Musk (X e SpaceX), Jensen Huang (Nvidia), Tim Cook (Apple), Sam Altman (OpenAI), Michael Dell (Dell) e Sundar Pichai (Google).
Mark Zuckerberg (Meta), David Solomon (Goldman Sachs), Stephen Schwarzman (Blackstone), Jamie Dimon (JPMorgan Chase), Cristiano Amon (Qualcomm), Albert Bourla (Pfizer) e Lisa Su (AMD) também estão entre os convidados.
Vários altos executivos de empresas chinesas também chegaram a Washington pouco antes da cúpula. Mas não está claro se esses executivos, que não viajaram aos Estados Unidos com Xi, foram convidados para o jantar de Estado.
A celebração ocorre em um momento de acentuada incerteza geopolítica para as maiores empresas do mundo. Os desafios incluem tarifas e barreiras comerciais mais altas entre os Estados Unidos e a China, e o potencial de novas regulamentações para inteligência artificial em ambos os países.
Espera-se que os encontros entre Trump e Xi resultem em um pacote de anúncios menores, incluindo compras chinesas de energia e produtos agrícolas, e um compromisso renovado de fiscalizar o comércio de fentanil. Autoridades concordaram em estender a trégua comercial por mais dois meses e também devem discutir segurança e tecnologia, incluindo inteligência artificial.
No domingo, o Secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse que os Estados Unidos propuseram à China um sistema de notificação no qual os dois países se informariam mutuamente caso questões relacionadas à inteligência artificial atingissem o nível de segurança nacional.
Também surgiram dúvidas entre os líderes empresariais dos EUA sobre se os modelos de IA da China, que publicam abertamente os cálculos subjacentes aos seus sistemas, poderiam um dia ultrapassar os modelos americanos.
A decisão de trazer uma delegação chinesa aos Estados Unidos ocorre em um momento delicado para o governo, com as eleições de meio de mandato se aproximando em novembro. Tanto democratas quanto republicanos criticaram Trump por receber Xi de braços abertos. Os eleitores também estão preocupados com o aumento dos preços, que são em parte resultado do tarifaço de Trump.
Embora muitos funcionários queiram promover certos tipos de comércio com a China, como a compra de produtos agrícolas americanos, eles também têm uma preocupação generalizada com o impacto potencial sobre a indústria americana decorrente do incentivo a mais importações chinesas, inclusive no setor automotivo.
Trump expressou repetidamente abertura para que montadoras chinesas invistam nos Estados Unidos, desde que contratem trabalhadores americanos. Na semana passada, grupos comerciais representando as principais montadoras, fornecedores e concessionárias enviaram uma carta ao presidente, instando-o a “manter as portas firmemente fechadas para montadoras chinesas que buscam vender, importar ou fabricar veículos nos EUA”.
Uma tarifa de 100% já existente e restrições do Departamento de Comércio sobre veículos conectados à internet provenientes da China tornam a importação de veículos chineses inviável atualmente. Alguns senadores americanos têm pressionado por uma legislação sobre veículos chineses que formalizaria a proibição.