Trump diz ter discutido desnuclearização com Xi e quer que Rússia participe de conversas

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que discutiu com o presidente chinês, Xi Jinping, a possibilidade de avanços em um processo de desnuclearização global envolvendo também a Rússia, durante reuniões realizadas em Pequim. Em conversa com jornalistas no Air Force One, o republicano disse que os dois líderes tiveram uma “conversa muito boa” sobre redução de arsenais nucleares e indicou que o tema voltará a ser tratado em encontros previstos para este ano.

“Falamos sobre desnuclearização. Trazer a Rússia também seria algo muito bom”, declarou Trump, acrescentando que recebeu uma resposta “muito positiva” de Xi sobre o assunto. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou nesta sexta-feira que o presidente russo, Vladimir Putin, visitará a China “muito em breve” e que os líderes russo e chinês poderão discutir os recentes contatos entre Washington e Pequim, além de cooperação econômica e assuntos internacionais.

O presidente americano afirmou ainda que discutiu cooperação tecnológica com a China, especialmente em inteligência artificial (IA). De acordo com ele, Washington e Pequim avaliam trabalhar em mecanismos de segurança e “guard rails” para limitar riscos associados à tecnologia. “A IA é fantástica, mas também tem alguns riscos”, mencionou, justificando a necessidade de aprimorar medidas de segurança em futuros acordos.

Ao comentar a guerra na Ucrânia, Trump afirmou que ele e Xi gostariam de ver o conflito encerrado, mas avaliou que os combates voltaram a se intensificar recentemente. “Parecia estar indo bem, mas houve um grande ataque na noite passada”, declarou.

Trump também voltou a comentar Cuba e afirmou que o país “precisa de ajuda” e atravessa um processo de declínio. “Você fala de um país em declínio. Eles realmente são uma nação em declínio”, disse. A declaração ocorre cerca de uma semana após o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmar que Trump lhe disse, durante encontro em Washington, que “não pensa em invadir Cuba”.

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Estadão

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