UE pune envolvidos na deportação de crianças ucranianas; Zelensky relata novos ataques em Kiev

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A União Europeia anunciou (UE) nesta segunda-feira, 28, um novo pacote de sanções contra 10 indivíduos e 17 entidades acusados de participação na deportação e transferência forçada de crianças ucranianas para a Rússia e para áreas ocupadas. Segundo o bloco, as ações envolveriam iniciativas de assimilação, “doutrinação” e educação militarizada. As medidas incluem congelamento de ativos, proibição de disponibilização de recursos por cidadãos e empresas da UE e restrições de viagem para pessoas físicas, de acordo com comunicado do Conselho da UE.

Entre os alvos, o Conselho citou o Comitê de Turismo da cidade de Moscou, duas empresas russas do setor de recreação e turismo infantil e instalações como “acampamentos” e centros esportivos na Rússia e em territórios ocupados, por suposto papel em processos de reorientação cultural e em programas de propaganda. A lista também inclui o Songdowon International Children’s Camp, na Coreia do Norte, por participação em programas organizados que teriam envolvido a transferência de crianças a partir de áreas ocupadas, em coordenação com a Rússia.

Ataques

O anúncio ocorre em meio a uma nova rodada de relatos de ataques na capital ucraniana. Em postagens hoje, o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski afirmou que um ataque russo atingiu o prédio da Academia Nacional de Ciências da Ucrânia, em Kiev, e também uma unidade médica no centro da cidade. Segundo ele, equipes de emergência buscavam possíveis vítimas sob os escombros. Ao menos uma pessoa morreu e seis ficaram feridas, incluindo três crianças. Zelenski voltou a defender “pressão total” sobre o que financia e produz armas russas e pediu uma resposta “com determinação e força”, citando Europa, EUA e outros parceiros.

Ao chegar para a reunião de ministros da Defesa da UE, a alta representante para Relações Exteriores e Política de Segurança do bloco, Kaja Kallas, afirmou que a Ucrânia “precisa urgentemente de defesa aérea” e renovou o apelo para que países com sistemas em estoque os enviem a Kiev. Ela disse que os doadores poderiam repor seus estoques mais adiante por meio de nova produção, incluindo mísseis Patriot. Kallas acrescentou que a UE pretende ampliar a pressão sobre a Rússia, com a inclusão de novos alvos de sanções ligados ao complexo militar-industrial e às fontes de financiamento da guerra.

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Estadão

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