Estudo revela como as abelhas escolhem e criam uma nova rainha
Uma pesquisa revelou que a formação da rainha das abelhas depende de muito mais do que a geleia real. Cientistas descobriram que operárias constroem um "berçário real", com temperatura e cera especiais para desenvolver a futura líder da colmeia.

Um novo estudo científico revelou que a transformação de uma larva comum em rainha é um processo muito mais complexo do que se imaginava. Além da alimentação com geleia real, fatores como temperatura, tipo de cera e os cuidados de um grupo especializado de operárias são fundamentais para o desenvolvimento da líder da colmeia.
Os pesquisadores descobriram que as futuras rainhas são criadas em estruturas especiais, conhecidas como “berços reais”. Diferentemente dos favos tradicionais, esses espaços são construídos com uma cera mais maleável, capaz de conservar melhor o calor e a umidade, criando um ambiente ideal para o crescimento da nova rainha.
Durante a pesquisa, cientistas utilizaram câmeras térmicas, análises químicas e monitoramento do comportamento das abelhas. Eles observaram que um grupo de operárias jovens atua exclusivamente na construção e manutenção desses berçários, mantendo temperaturas mais elevadas ao redor das larvas.
Os experimentos mostraram que, quando larvas destinadas a se tornarem rainhas foram colocadas em células feitas com a mesma cera das operárias, mesmo recebendo geleia real, apresentaram maior índice de mortalidade e se desenvolveram em rainhas menores.
Outro dado importante é que a rainha completa seu desenvolvimento em cerca de 16 dias, enquanto uma operária leva aproximadamente 21 dias. Essa diferença permite que a colônia substitua rapidamente sua líder quando necessário.
Os pesquisadores também verificaram que as abelhas selecionam materiais de diferentes partes da colmeia para fabricar os berços reais, modificando a composição da cera antes de utilizá-la.
Segundo os cientistas, a descoberta amplia o conhecimento sobre a organização social das abelhas e mostra que o nascimento de uma rainha depende de um esforço coletivo de toda a colônia, e não apenas da alimentação recebida pela larva.
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