Ex-policial militar do Paraná morre em troca de tiros durante operação policial no interior de São Paulo
Investigado por envolvimento com o tráfico de drogas em Curitiba, ele reagiu a uma abordagem para cumprimento de mandado em Araras.

Uma intervenção policial em um condomínio residencial no interior paulista resultou na morte de um ex-membro da Polícia Militar do Paraná. O suspeito, alvo de uma ordem judicial de prisão preventiva, acabou alvejado após reagir à aproximação das equipes de segurança encarregadas de efetuar a captura no município de Araras (SP).
O confronto ocorreu na região do bairro Jardim Cândida, no momento em que agentes da Polícia Militar de São Paulo se mobilizaram para dar cumprimento ao mandado. Ao notarem a presença das viaturas e a ordem de rendição, o ex-policial militar Rafael Rodrigues de Andrade recusou a entrega e efetuou disparos contra a guarnição, desencadeando a troca de tiros.
Após o término do tiroteio, o socorro médico foi prontamente acionado para prestar o atendimento de emergência ao ferido. O homem chegou a ser conduzido ao pronto-socorro da cidade paulista, mas a gravidade das lesões impediu sua recuperação, e o óbito foi confirmado na unidade hospitalar.
O investigado ostentava um histórico com a Justiça e com a corregedoria de segurança do Paraná. Ele havia sido detido em 2019 no âmbito da Operação Carnívoro, uma ação conjunta conduzida pelo Ministério Público do Estado do Paraná (MPPR) e pela Polícia Civil paranaense para desarticular esquemas de corrupção policial.
Naquela oportunidade, Andrade e outros cinco integrantes da corporação foram alvo de prisões por envolvimento direto com redes criminosas. A investigação apontava que o grupo atuava facilitando as operações ilícitas do comércio de entorpecentes em bairros da zona sul de Curitiba.
A estrutura investigada revelou que os agentes utilizavam prerrogativas da própria corporação para beneficiar os criminosos. Entre as irregularidades apontadas pelas autoridades estavam o repasse de informações privilegiadas e o vazamento de dados estratégicos que previnham o crime organizado contra operações policiais.
A aliança com o narcotráfico garantia proteção aos pontos de venda e antecipava movimentos investigativos das forças de segurança estaduais. O esquema acabou ruindo a partir dos levantamentos que fundamentaram a deflagração da investida policial anos atrás.
Mesmo após os desdobramentos judiciais e o afastamento dos quadros da polícia, os desdobramentos das apurações mantiveram pendências criminais contra o ex-agente. As ordens de captura permaneciam ativas no sistema Judiciário para o devido prosseguimento dos processos.
A apuração sobre a tentativa de cumprimento do mandado e o consequente confronto em Araras ficará a cargo das autoridades paulistas. O objetivo é formalizar os procedimentos periciais da ocorrência e registrar as armas envolvidas na ação.
Os órgãos de segurança do Paraná acompanham a conclusão dos fatos relacionados ao paradeiro e à morte do investigado fora do estado. O caso encerra um capítulo de investigações sobre condutas ilícitas que afetaram a atuação policial no território paranaense.
Com informações da Banda B
