Flávio Bolsonaro segue investigado no STF após deixar o Brasil
Senador viajou aos Estados Unidos após ser proibido de sair do país; parlamentar é investigado em dois inquéritos criminais

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) continuará sendo investigado em dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), mesmo após deixar o Brasil e viajar para os Estados Unidos nesta terça-feira (27). A saída do país ocorreu menos de 48 horas após sua derrota nas eleições presidenciais.
Na segunda-feira (26), o ministro Alexandre de Moraes havia determinado que Flávio entregasse seus passaportes à Polícia Federal e ficasse proibido de realizar viagens internacionais. Como os documentos não foram apresentados dentro do prazo de 24 horas, foram cancelados.
Uma das investigações envolve o advogado Willer Tomaz, suspeito de lavagem de dinheiro em negócios relacionados ao mercado de apostas esportivas. Segundo a Polícia Federal, o nome do senador apareceu em informações relacionadas à Alcazar Holdings, empresa sediada em Portugal. Na semana passada, Moraes determinou o bloqueio de até R$ 6 bilhões em bens e valores do advogado.
O segundo inquérito investiga o financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio é investigado por sua participação em negociações envolvendo recursos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O senador nega ter combinado qualquer vantagem indevida.
A viagem de Flávio aos Estados Unidos foi noticiada pela agência Reuters e divulgada nas redes sociais pelo investidor Simón Levy, que afirmou que a saída teria contado com apoio de autoridades norte-americanas.
Apesar de deixar o Senado em fevereiro de 2027, Flávio poderá continuar respondendo às investigações no STF, conforme as regras de competência da Corte para casos relacionados ao exercício do mandato parlamentar.