Fóssil de 168 milhões de anos revela pistas sobre a origem da amamentação nos mamíferos

Pesquisadores identificaram na China um fóssil de 168 milhões de anos com estruturas da garganta preservadas. A descoberta sugere que mecanismos envolvidos na sucção e na deglutição do leite já estavam presentes em parentes primitivos dos mamíferos atuais.

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Reprodução / Foto: banco de imagens

Um fóssil de aproximadamente 168 milhões de anos, encontrado na região da Mongólia Interior, na China, trouxe novas informações sobre a evolução da amamentação. O animal, identificado como Megacauda sungei, pertence a um grupo primitivo de parentes dos mamíferos e apresentou estruturas da garganta excepcionalmente preservadas.

A descoberta foi realizada por uma equipe internacional de pesquisadores, liderada pela Universidade Normal de Shenyang, na China. Os resultados foram publicados nesta quarta-feira (7) na revista científica Nature.

A análise da garganta revelou características anatômicas associadas à capacidade de sugar e engolir leite. Segundo os cientistas, essas estruturas indicam que mecanismos importantes para a amamentação já estavam presentes em ancestrais dos mamíferos modernos durante o período Jurássico, entre aproximadamente 174 e 164 milhões de anos atrás.

A preservação da região da garganta chamou a atenção dos especialistas porque tecidos moles raramente resistem ao processo de fossilização. O material permitiu investigar características que normalmente não podem ser observadas em fósseis tão antigos.

O Megacauda sungei pertencia ao grupo dos docodontes, integrante dos Mammaliaformes, que reúne mamíferos atuais e seus parentes extintos. O animal possuía cauda larga e achatada, patas traseiras curtas, pés relativamente longos e dentes adaptados ao corte de alimentos.

Os pesquisadores também identificaram características de um estilo de vida semiaquático. O animal provavelmente vivia em tocas e buscava alimento na água, onde caçava peixes, salamandras e invertebrados.

Com peso estimado em até dois quilos e tamanho semelhante ao de um ornitorrinco moderno, o Megacauda sungei foi descrito como o maior representante conhecido desse grupo de mamíferos primitivos do período Jurássico.

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