Homem condenado por matar ex-namorada é preso suspeito de assassinar a esposa em SP
Hiago Moreira Schnornberger, de 32 anos, havia cumprido dez anos de uma pena de 25 anos e estava em liberdade condicional desde janeiro; a atual companheira foi morta a facadas pouco mais de um mês após o casamento.

Um homem de 32 anos foi preso preventivamente, na segunda-feira (26), suspeito de matar a esposa, Elizângela Aparecida Matheus, de 51 anos, a facadas, em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. O crime ocorreu na quarta-feira (21), dentro da residência do casal, no bairro Parque da Cidadania.
Segundo a investigação, o assassinato teria acontecido durante uma discussão entre a vítima e o marido, identificado como Hiago Moreira Schnornberger. Após o crime, ele fugiu e se apresentou à polícia em uma delegacia de Mirassol, cidade localizada a aproximadamente 15 quilômetros de São José do Rio Preto.
Em depoimento, o suspeito alegou que atingiu a mulher acidentalmente enquanto tentava se defender de um ataque. Ele afirmou que Elizângela seria ciumenta e teria pegado um punhal para agredi-lo. A versão, no entanto, diverge do relato de uma filha adolescente da vítima, que, conforme a delegada responsável pelo caso, afirmou ter presenciado o momento em que o homem esfaqueava a mãe.
Elizângela e Hiago estavam casados havia pouco mais de um mês. A mulher deixou duas filhas. A polícia investiga as circunstâncias do crime e a versão apresentada pelo suspeito.
O caso ganhou repercussão porque Hiago já havia sido condenado pelo assassinato de uma ex-namorada, Fernanda Aparecida da Silva, de 18 anos, em 2016. Na ocasião, o crime ocorreu em uma área de mata em Pitangueiras, também no interior paulista. De acordo com a denúncia do Ministério Público, o homem não aceitava o fim do relacionamento e teria atraído a jovem para o local antes de matá-la a facadas.
Pela morte de Fernanda, Hiago recebeu uma pena de 25 anos de prisão, mas cumpriu dez anos e passou a cumprir liberdade condicional em janeiro de 2026, conforme informações da delegada Dálice Aparecida Ceron. Naquele caso, ele também alegou que a vítima o teria atacado e que não tinha intenção de matá-la.
A defesa de Hiago não havia sido localizada até a publicação das informações que embasam esta reportagem. A polícia trata o caso atual como suspeita de feminicídio, e o investigado deverá responder às acusações conforme o andamento do processo judicial.
Denúncias de violência contra a mulher: casos de violência podem ser comunicados pelo telefone 180, serviço gratuito e disponível 24 horas por dia. Em situações de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190.
Com informações do UOL