IBGE prevê 353 milhões de toneladas para safra de 2026
Estimativa de julho aponta alta de 2% em relação à safra de 2025, com soja, milho e arroz concentrando a maior parte da produção

A estimativa de julho para a produção brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026 chegou a 353 milhões de toneladas. O volume representa alta de 2% em relação à safra de 2025, quando foram produzidas 346,1 milhões de toneladas. Na comparação com junho deste ano, houve crescimento de 1,6%, o equivalente a mais 5,6 milhões de toneladas.
A área a ser colhida foi estimada em 83,1 milhões de hectares, aumento de 1,8% frente à área colhida no ano passado. Em relação ao levantamento anterior, no entanto, houve pequena redução de 62.805 hectares, queda de 0,1%.
Soja, milho e arroz seguem como os principais produtos do grupo. Juntos, eles representam 92,9% da produção estimada e respondem por 87,4% da área a ser colhida.
Para a soja, a previsão é de 174,9 milhões de toneladas. A produção de milho foi estimada em 141,8 milhões de toneladas, sendo 29,9 milhões na primeira safra e 111,9 milhões na segunda safra. Já o arroz em casca deve alcançar 11,2 milhões de toneladas.
Também foram estimadas produções de 6,4 milhões de toneladas de trigo, 9,2 milhões de toneladas de algodão herbáceo em caroço e 5,8 milhões de toneladas de sorgo.
Na comparação com 2025, houve aumento na produção de soja, com alta de 5,3%, e de sorgo, com crescimento de 7,6%. Por outro lado, foram registradas quedas para algodão herbáceo, arroz em casca, feijão e trigo.
No caso do milho, a produção apresentou estabilidade em relação ao ano anterior, com leve crescimento de 59,3 mil toneladas. A primeira safra teve alta de 16,4%, enquanto a segunda safra registrou queda de 3,6%.
Centro-Oeste lidera produção
Entre as regiões do país, o Centro-Oeste lidera a estimativa de produção, com 178,1 milhões de toneladas, o equivalente a 50,5% do total nacional. Na sequência aparecem o Sul, com 91,5 milhões de toneladas, o Sudeste, com 31,1 milhões, o Nordeste, com 29,9 milhões, e o Norte, com 22,4 milhões de toneladas.
Na comparação anual, houve crescimento nas regiões Sul, Nordeste, Norte e Sudeste. A única queda foi registrada no Centro-Oeste, com recuo de 0,3%.
Em relação ao mês anterior, as maiores altas foram observadas no Centro-Oeste, com crescimento de 3,3%, seguido pelo Sudeste, Norte e Nordeste. A região Sul apresentou queda de 0,7% na estimativa mensal.
Entre os produtos que tiveram aumento na comparação com junho estão canola, castanha-de-caju, milho segunda safra, sorgo, feijão terceira safra, aveia, algodão herbáceo, cana-de-açúcar, milho primeira safra e soja.
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