Incêndio doloso no pátio da PC em Londrina é confirmado pela Polícia Científica
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A Polícia Científica concluiu o laudo pericial referente ao incêndio que devastou mais de 900 veículos no pátio da Polícia Civil, localizado na zona oeste de Londrina. O incidente, que ocorreu no dia 13 de junho, foi registrado por câmeras de segurança que capturaram um vizinho ateando fogo em uma mata seca próxima. Este fogo rapidamente se alastrou, consumindo os veículos apreendidos.

O documento foi entregue ao delegado responsável pelo inquérito na última quarta-feira. Segundo o perito Luciano Bucharlles, a primeira etapa da perícia foi conclusiva, demonstrando que o incêndio foi resultado de uma ação humana intencional, configurando um incêndio doloso. Embora o responsável não tenha visado diretamente o pátio, as condições climáticas – com altas temperaturas, tempo seco e ventos fortes – facilitaram a propagação das chamas para dentro do pátio, causando significativo prejuízo aos cofres públicos.

Bucharlles destacou que o incendiário não utilizou materiais inflamáveis. No entanto, as condições climáticas propícias permitiram que o fogo atingisse o pátio, resultando na destruição dos veículos. Agora, a Polícia Científica inicia uma nova etapa de trabalho: a identificação dos veículos danificados pelo incêndio. Este processo envolve a verificação das placas ou números de chassi dos veículos, permitindo que a Justiça autorize o descarte das sucatas.

Este trabalho de identificação é crucial, pois os laudos servirão como documentação para futuras ações indenizatórias e para a autorização judicial do descarte. Segundo Bucharlles, não há um prazo definido para a conclusão dessa etapa, que representa um volume de trabalho comparável ao de um ano inteiro de perícia veicular para a Polícia Científica, que atende 32 cidades do norte do Paraná.

No pátio da Polícia Civil, cerca de três mil veículos estavam armazenados, todos apreendidos em operações relacionadas a crimes como furto, roubo, estelionato, adulteração ou desvio de carga. Aproximadamente 99% desses veículos estavam prontos para serem leiloados, aguardando apenas a autorização judicial.