Investigação em Nova Esperança: Mãe é autuada por homicídio após recém-nascidos chegarem mortos a hospital

Testes periciais indicam que gêmeos nasceram com vida; mulher de 19 anos permanece sob escolta policial na unidade de saúde e será levada ao sistema prisional após alta.

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Foto: Alex Fernandes França / jornalnoroeste.com

Uma operação conjunta entre as forças de segurança do Paraná apura as circunstâncias da morte de dois bebês recém-nascidos na cidade de Nova Esperança. O caso teve início quando uma jovem de 19 anos deu entrada em uma unidade hospitalar local carregando os filhos gêmeos, que já não apresentavam sinais vitais, acionando imediatamente as equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil.

Diante do cenário, os corpos dos recém-nascidos foram encaminhados para a Polícia Científica do Paraná, onde passaram por exames necroscópicos e procedimentos periciais específicos. Entre os exames realizados, a docimasia hidrostática de Galeno apresentou resultado positivo para ambos os bebês, levantando dados fundamentais para o andamento das apurações.

A conclusão técnica apresentada aos investigadores indica que as crianças chegaram a respirar autonomamente após o parto. Esse achado pericial aponta que os gêmeos nasceram vivos e vieram a óbito posteriormente, direcionando o foco das autoridades para o esclarecimento dos fatores que levaram às mortes.

Paralelamente às análises periciais, o trabalho investigativo buscou reconstruir o histórico da gestação. Relatos colhidos junto a profissionais de saúde do município, assistentes sociais e membros do Conselho Tutelar revelaram que houve sucessivas tentativas de prestar acompanhamento pré-natal à jovem.

Segundo os dados levantados pela polícia, a gestante teria recusado os atendimentos e a realização de exames complementares, como ultrassonografias. Ela também negava reiteradamente o estado gravídico para as equipes de assistência social e de saúde que tentavam fazer o acompanhamento preventivo.

Com base nas evidências materiais e no conjunto de depoimentos colhidos no atendimento inicial, a Polícia Civil concluiu a etapa preliminar de autuação. A mulher foi presa em flagrante e indiciada por dois crimes de homicídio qualificado contra os próprios filhos.

A autoridade policial reforça que o indiciamento reflete as convicções técnicas reunidas pela investigação no momento. O caso seguirá o rito da persecução penal no Poder Judiciário, etapa na qual serão garantidos à investigada o devido processo legal e o amplo direito de defesa.

Atualmente, a jovem encontra-se internada no Hospital Universitário de Maringá (HU) sob custódia direta de uma equipe da Polícia Militar. A permanência na instituição de saúde decorre de uma recomendação médica que determinou um período de observação de 24 horas antes do desligamento hospitalar.

De acordo com o delegado responsável pela Delegacia de Nova Esperança, Dr. Lucas Tavares, assim que receber a liberação da equipe médica, a mulher será transferida para a Cadeia Pública local, ficando à disposição da Justiça no sistema prisional do Estado.

O desdobramento ágil do caso foi atribuído ao trabalho integrado entre a Polícia Militar, a Polícia Civil e a Polícia Científica do Paraná. A preservação imediata dos elementos de prova e a pronta realização dos exames laboratoriais foram decisivas para balizar as primeiras decisões jurídicas.

As investigações prosseguem para elucidar os detalhes da dinâmica do parto e do momento posterior ao nascimento. Todo o material probatório produzido servirá de base para a futura denúncia e andamento da ação penal.

Com informações do Jornal Noroeste

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Redação Paiquerê FM News

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