Julgamento do pai e da avó de Eduarda Shigematsu é adiado pela oitava vez no Paraná

Sessão do Tribunal do Júri foi cancelada por falta de juiz para conduzir o julgamento; nova data ainda não foi definida

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Foto: Arquivo Pessoal / Redes Sociais

O julgamento de Ricardo Seidi e Terezinha de Jesus Guinaia, acusados pela morte da menina Eduarda Shigematsu, foi adiado novamente pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR). A sessão estava marcada para o dia 6 de outubro, em Maringá, no Noroeste do Estado, mas foi cancelada pela ausência de um magistrado para presidir o Tribunal do Júri.

De acordo com a decisão protocolada nesta segunda-feira (27), assinada pela juíza Elaine Cristina Siroti, ainda não há previsão para uma nova data. Com a designação de um novo juiz, será necessário refazer procedimentos como as intimações e o sorteio dos jurados.

Este é o oitavo adiamento do julgamento do caso. Segundo a defesa de Ricardo Seidi, este foi o quarto cancelamento ocorrido apenas em Maringá. Antes disso, houve mudanças no local do júri, que chegou a ser transferido de Rolândia, onde o crime aconteceu, para Londrina e posteriormente para Maringá.

A família de Eduarda recebeu a notícia do adiamento com frustração. A tia da menina, Juliane Pires, afirmou que os sucessivos cancelamentos aumentaram o sentimento de descrédito em relação à Justiça e lamentou a demora para a realização do julgamento.

Eduarda Shigematsu desapareceu em abril de 2019 e teve o corpo encontrado três dias depois, enterrado clandestinamente em um imóvel da família, em Rolândia. Ricardo Seidi responde por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica. Terezinha Guinaia é acusada de envolvimento na ocultação do corpo e de outros atos relacionados ao caso, acusações que ela nega.

Seidi está preso desde 2019. A defesa de Terezinha ainda não havia se manifestado sobre o novo adiamento.

Com informações do G1

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Redação Paiquerê FM News

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