Júpiter, Saturno e outros planetas podem colidir após a morte do Sol, aponta estudo

Simulações indicam que a transformação do Sol em uma anã branca poderá provocar mudanças nas órbitas dos planetas mais distantes. Dependendo da perda de massa da estrela, o Sistema Solar poderá enfrentar colisões e até a expulsão de planetas.

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Reprodução / Feito por inteligência artificial

O futuro do Sistema Solar pode ser muito mais turbulento do que se imaginava. Um estudo realizado por pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) e da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, aponta que planetas como Júpiter, Saturno, Urano e Netuno poderão sofrer alterações extremas em suas órbitas após a morte do Sol, incluindo possíveis colisões entre eles.

Daqui a bilhões de anos, o Sol começará a esgotar o hidrogênio utilizado como combustível em seu núcleo e passará por grandes transformações. A estrela se expandirá até se tornar uma gigante vermelha, podendo engolir planetas próximos, como Mercúrio e Vênus, e possivelmente a Terra. Posteriormente, perderá suas camadas externas e terminará sua evolução como uma anã branca.

Segundo o estudo, publicado na revista científica The Astrophysical Journal Letters, a perda de massa do Sol provocará mudanças em sua influência gravitacional sobre os planetas. Para investigar as consequências, os cientistas utilizaram simulações de computador que reproduzem diferentes cenários para a evolução do Sistema Solar.

Nos modelos que consideram alterações mais intensas, as órbitas dos planetas gigantes podem se tornar instáveis, aumentando o risco de aproximações perigosas e colisões. Em cenários intermediários, os planetas poderiam assumir trajetórias mais alongadas, mudar suas posições relativas ou até ser lançados para fora do Sistema Solar. Já nas simulações mais conservadoras, a configuração planetária permaneceria relativamente estável por bilhões de anos.

Os pesquisadores ressaltam que os resultados representam possibilidades calculadas por modelos matemáticos, e não uma previsão definitiva. A descoberta também levanta questões sobre a estabilidade de planetas que orbitam anãs brancas e suas condições para abrigar vida. O estudo reforça que ainda existem muitas incertezas sobre o destino dos planetas após o fim da vida de suas estrelas.

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