Léo Derik é condenado a 13 anos por dois crimes de estupro em Curitiba

Lateral do Athletico foi condenado em primeira instância; decisão prevê regime inicial fechado, indenização de R$ 20 mil e permite recurso em liberdade

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Foto: José Tramontin / Athletico-PR

O lateral-esquerdo do Athletico Paranaense Leonardo Derik Dias Gonçalves, o Léo Derik, foi condenado a 13 anos de prisão por dois crimes de estupro contra uma ex-ficante. A decisão foi proferida na quarta-feira (12), pelo 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Curitiba.

A condenação ocorreu em primeira instância e o jogador poderá recorrer em liberdade. Os crimes analisados pela Justiça ocorreram entre dezembro de 2023 e fevereiro de 2024, em Curitiba.

Segundo a sentença, os dois episódios começaram com relações consensuais, mas, de acordo com o depoimento da vítima, ela pediu que os atos fossem interrompidos. No primeiro caso, a mulher relatou que Léo Derik teria segurado seus braços e tapado sua boca. No segundo, afirmou ter sofrido agressões físicas e que o jogador continuou a relação mesmo após os pedidos para que parasse.

Na decisão, a magistrada considerou que o consentimento para uma relação sexual pode ser retirado a qualquer momento. A sentença concluiu que a continuidade do ato mediante violência, após a manifestação da vítima para que ele fosse interrompido, configura estupro.

A perícia realizada durante a investigação não apresentou resultado conclusivo sobre a ocorrência dos atos nas datas investigadas. O exame foi feito em junho de 2024, meses após os episódios. A Juíza, porém, considerou o laudo em conjunto com outros elementos do processo, como o depoimento da vítima e relatos de pessoas próximas.

O Ministério Público do Paraná havia pedido a absolvição do jogador nas alegações finais. Segundo a acusação, havia divergências nos depoimentos e as provas não seriam suficientes para uma condenação. A defesa também pediu a absolvição. Léo Derik nega as acusações e sustenta que os encontros foram consensuais.

A Justiça fixou seis anos e seis meses de prisão para cada um dos crimes. Além da pena de prisão, a sentença determinou o pagamento de R$20 mil à vítima, sendo R$10 mil referentes a cada crime.

O jogador também foi denunciado por violência psicológica contra a mulher, mas foi absolvido dessa acusação. A decisão considerou que os danos emocionais apontados no processo estavam relacionados aos próprios crimes de estupro e, portanto, não justificariam uma condenação adicional pelos mesmos fatos.

Apesar do regime inicial fechado, Léo Derik permanecerá em liberdade enquanto houver possibilidade de recurso. A Justiça entendeu que não estavam presentes, neste momento, os requisitos para a prisão preventiva. Caso a condenação se torne definitiva, sem possibilidade de novos recursos, o processo poderá retornar ao juízo para o cumprimento da pena.

O Athletico Paranaense informou que não comentará o conteúdo do processo, que tramita em segredo de Justiça, e afirmou que respeitará o andamento da ação e as garantias legais.

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Redação Paiquerê FM News

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