Londrina intensifica ações contra a dengue para evitar novos casos no verão
Apesar da queda de quase 73% nas confirmações em relação a 2025, Prefeitura mantém alerta diante das condições climáticas favoráveis à reprodução do mosquito

Londrina prepara novas medidas de combate à dengue para os próximos meses, com o objetivo de evitar o aumento de casos durante o verão. Embora o município apresente uma redução expressiva nos registros da doença em 2026, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) mantém o estado de alerta por causa das chuvas e das temperaturas mais altas, que favorecem a proliferação do mosquito Aedes aegypti.
Dados preliminares atualizados na quarta-feira (4) apontam uma queda de 72,96% nos casos confirmados em comparação com o mesmo período de 2025. Até a Semana Epidemiológica 44, Londrina contabilizou 12.756 notificações, sendo 1.342 confirmações, 10.909 casos descartados e 505 ainda em análise. Neste ano, também foram registrados dois óbitos pela doença.
No mesmo período de 2025, o município havia contabilizado 25.509 notificações, 4.965 casos confirmados e nove mortes. Em relação à chikungunya, foram registradas 19 notificações em 2026, sem confirmações até o momento.
Registros seguem em queda
O período de maior circulação da dengue, entre as semanas epidemiológicas 11 e 19, apresentou números mais baixos neste ano. Enquanto em 2025 os picos semanais ultrapassaram 300 casos confirmados, em 2026 o maior registro ficou pouco acima de 100.
A partir da Semana Epidemiológica 23, os números apresentaram redução contínua. Nas semanas 43 e 44, não houve novas confirmações da doença em Londrina.
Apesar do cenário controlado, a Vigilância Ambiental alerta que as condições climáticas podem favorecer o aumento da população do mosquito. Por isso, a orientação é manter os cuidados e eliminar possíveis criadouros.
Prefeitura prepara novas estratégias
Entre as medidas previstas pela Secretaria Municipal de Saúde está a ampliação da segunda fase do Projeto Wolbachia, que prevê a soltura de mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia em novas regiões da cidade. A estratégia também será acompanhada por atividades educativas em escolas municipais e estaduais.
O planejamento inclui ainda mutirões de limpeza, inspeções e bloqueios vetoriais em bairros periféricos e distritos rurais. As ações devem seguir o modelo já realizado em Paiquerê.
A Prefeitura também pretende utilizar inseticida biológico BTI, aplicação de inseticida residual com bombas costais em locais de grande circulação, como escolas e Unidades Básicas de Saúde (UBSs), além de drones para localizar e tratar criadouros em áreas de difícil acesso.
Monitoramento e participação dos moradores
Outra estratégia será ampliar o uso de ovitrampas, armadilhas que ajudam a identificar a presença e a quantidade de mosquitos. As informações serão integradas a um painel de inteligência de dados, permitindo direcionar as equipes para regiões com maior concentração de ovos antes mesmo do surgimento de casos em humanos.
Também estão previstas fiscalizações a cada 15 dias em locais como cemitérios, ferros-velhos, recicladoras e depósitos de resíduos. Imóveis considerados críticos e residências com acúmulo de materiais também poderão receber intervenções.
Mesmo com a redução dos indicadores, a Secretaria de Saúde reforça que a colaboração dos moradores continua sendo fundamental. A eliminação de recipientes com água parada é apontada como a principal medida para impedir a reprodução do mosquito e manter a dengue sob controle durante o verão.