Marcadores visuais: a função vital das “bolas de basquete” nos fios de alta tensão

As esferas laranjas instaladas em redes elétricas de alta tensão, conhecidas tecnicamente como esferas de sinalização ou marcadores de linha, são dispositivos de segurança aérea. Elas servem para tornar os fios visíveis para pilotos de helicópteros e aviões de pequeno porte, prevenindo colisões fatais. Fabricadas em resina de poliéster reforçada com fibra de vidro, essas esferas são instaladas principalmente em áreas próximas a aeroportos, hospitais com helipontos e travessias de vales ou rios

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Reprodução: ENEL

Se você já viajou por rodovias ou passou perto de aeroportos, certamente notou grandes esferas laranjas suspensas nos cabos de energia. Embora o senso comum as apelide de “bolas de basquete”, sua função é estritamente técnica e salva vidas diariamente. O principal objetivo dessas esferas é a sinalização visual. Como os cabos de alta tensão são geralmente finos e de cor escura ou prateada, eles se tornam praticamente invisíveis contra o solo ou vegetação quando vistos de cima ou em alta velocidade.

A escolha da cor laranja não é estética: trata-se do “Laranja Internacional”, uma tonalidade que oferece o maior contraste possível em relação a diferentes fundos naturais (como o azul do céu ou o verde das matas). Elas são obrigatórias em locais onde a rede elétrica cruza rotas de voo rasante, como em áreas rurais onde operam aviões agrícolas, ou em perímetros urbanos próximos a hospitais que recebem resgates aéreos. Sem esses marcadores, o risco de uma aeronave se enroscar nos cabos — o que quase sempre resulta em quedas imediatas e interrupção no fornecimento de energia — seria altíssimo.

Esses dispositivos são projetados para durar décadas sob sol e chuva. Cada esfera pesa cerca de 5 kg e possui aberturas estratégicas para permitir a passagem do vento e o escoamento de água, evitando que o peso extra ou a resistência do ar danifiquem os cabos. Curiosamente, elas não são instaladas nos fios que levam a eletricidade para as casas, mas sim no cabo para-raios (o fio mais alto das torres), que não possui corrente elétrica. Isso facilita a manutenção e garante que, ao avistar a esfera, o piloto saiba exatamente onde começa a zona de perigo da estrutura elétrica.

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