MPPR questiona contratação temporária na Saúde e pede convocação de aprovados em concurso
Ação judicial contesta processo seletivo aberto pela Sesa um dia após a homologação do concurso público que prevê 641 vagas efetivas.

O Ministério Público do Paraná (MPPR) entrou na Justiça para questionar o processo seletivo simplificado da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) para contratação de profissionais temporários. A ação também pede a convocação dos candidatos aprovados no Concurso Público 265/2025.
O concurso teve o resultado final homologado em 23 de junho de 2026, com 641 vagas para o quadro próprio da Sesa. As oportunidades são destinadas a profissionais de níveis técnico e superior e estão distribuídas pelas macrorregionais de saúde do Paraná.
Segundo o MPPR, no dia seguinte à homologação, a Secretaria da Saúde abriu uma seleção para contratação temporária destinada a funções e regiões também contempladas pelo concurso público.
Na avaliação apresentada pelo Ministério Público à Justiça, a medida pode ter deixado de convocar candidatos aprovados para vagas efetivas sem uma justificativa apresentada para a contratação temporária.
A ação também questiona a realização das contratações temporárias durante o período que antecede as eleições. O MPPR pede a suspensão dos editais, a rescisão de contratos que correspondam às funções previstas no concurso e a convocação dos candidatos aprovados.
Paralelamente à ação judicial, a Fundação Fafipa publicou nesta quarta-feira (23) editais de convocação relacionados ao concurso. O certame é conduzido pela Secretaria da Administração e da Previdência (Seap), por meio do Departamento de Recursos Humanos e Previdência.
O concurso prevê 325 vagas para profissionais de nível superior e 316 para funções de nível técnico, incluindo áreas como medicina, enfermagem, farmácia, psicologia, além de técnicos de enfermagem e laboratório.
O secretário estadual da Saúde, César Neves, orientou os candidatos convocados a acompanharem as informações oficiais e respeitarem os prazos estabelecidos para as próximas etapas.
A ação do MPPR ainda será analisada pela Justiça, que deverá decidir sobre os pedidos apresentados pelo Ministério Público. Até o momento, a controvérsia envolve a relação entre as contratações temporárias e as vagas efetivas previstas no concurso público.
Com informações do Ministério Público do Paraná