Novo laudo confirma que acusado de matar jovem em Londrina estava consciente no momento do crime
Perícia da Polícia Científica descartou incapacidade mental de Guilherme Negri Sella e reforçou possibilidade de julgamento pelo Tribunal do Júri

Um novo laudo psiquiátrico emitido pela Polícia Científica do Paraná confirmou que Guilherme Negri Sella tinha plena capacidade mental e estava consciente de seus atos quando matou Raphaelle da Silva Proferis, em Londrina. O documento afasta a hipótese de incapacidade total ou redução da capacidade de entendimento no momento do crime. Com isso, o parecer fortalece a manutenção do acusado em prisão convencional e indica que ele deverá responder pelo caso no Tribunal do Júri, e não em uma unidade de internação psiquiátrica. Este é o terceiro parecer técnico produzido sobre a saúde mental do réu. O primeiro exame oficial, realizado ainda em 2025, já apontava que ele estava consciente durante o homicídio. Posteriormente, a defesa apresentou uma perícia particular alegando que Guilherme sofria de alucinações provocadas por intoxicação severa por cocaína no dia do assassinato.
Diante da divergência, a Polícia Científica realizou uma nova avaliação, revisando os relatórios anteriores. O resultado concluiu que, apesar de existirem relatos de sintomas auditivos transitórios ligados ao uso de drogas, não houve comprovação de transtornos persistentes capazes de anular sua compreensão sobre os atos praticados. O assassinato de Raphaelle, de 25 anos, ocorreu no fim de dezembro de 2024 e gerou grande repercussão em Londrina. O corpo da jovem foi encontrado no dia 30 daquele mês, mas a investigação apontou que o crime aconteceu quatro dias antes, em 26 de dezembro.
Segundo o inquérito policial, o acusado teria cometido o homicídio motivado por ciúmes, utilizando uma barra de ferro para agredir a vítima de forma contínua. A defesa chegou a apresentar comprovantes de que Guilherme teria gasto cerca de R$ 300 em entorpecentes na data do crime, tentando sustentar a tese de surto provocado por drogas. O argumento, porém, foi rejeitado pela nova perícia oficial. Familiares da vítima acompanham o andamento do processo e cobram rapidez no julgamento. Com o novo laudo concluído, os familiares esperam que a Justiça avance para a etapa do juri popular.

