Número de mortos em terremotos na Venezuela passa de 5,2 mil; FMI libera US$ 346 milhões para reconstrução
Quatro semanas após os tremores que devastaram La Guaira, buscas por desaparecidos continuam enquanto recursos internacionais são destinados à recuperação da região.

Quatro semanas após os terremotos que atingiram o estado de La Guaira, na Venezuela, o número oficial de mortos subiu para 5.278, segundo balanço divulgado pelas autoridades. Além das vítimas fatais, quase 17 mil pessoas ficaram feridas, enquanto o total de desaparecidos ainda não foi definido.
Em meio às operações de busca, o Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou a liberação de US$ 346 milhões para apoiar a reconstrução das áreas destruídas e o atendimento às famílias afetadas. Os recursos estavam bloqueados desde 2019 e foram liberados após a retomada do diálogo entre o organismo e o governo venezuelano.
Os dois terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram com apenas 39 segundos de diferença e provocaram o desabamento de centenas de prédios residenciais, hotéis, centros comerciais e edifícios públicos em La Guaira, cidade costeira próxima a Caracas.
As consequências da tragédia também agravaram a crise humanitária. Cerca de 20 mil pessoas permanecem desalojadas e vivem em abrigos improvisados, enfrentando dificuldades de acesso à água, saneamento básico e moradia adequada.
Mesmo semanas após o desastre, familiares seguem procurando desaparecidos entre os escombros e reclamam da redução das equipes oficiais de resgate. Em alguns casos, moradores afirmam ter recorrido à contratação de grupos particulares para localizar vítimas e remover destroços.
Segundo o governo venezuelano, os recursos liberados pelo FMI serão aplicados na reconstrução de moradias, recuperação da infraestrutura urbana e restabelecimento de serviços públicos essenciais. A expectativa é de que o processo de reconstrução dure vários meses.
Enquanto as buscas continuam, autoridades e organizações humanitárias avaliam que a recuperação de La Guaira dependerá da cooperação internacional e de novos investimentos para atender milhares de pessoas que ainda vivem em situação de vulnerabilidade.
Com informações da RFI
