Paulo Gonet defende atuação em processo da trama golpista durante sabatina no Senado
“A Procuradoria-Geral da República não tem as cores das bandeiras partidárias”, afirmou, ao rebater críticas de senadores bolsonaristas que classificaram as investigações como perseguição

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu nesta quarta-feira (12), em sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, sua atuação no processo da trama golpista que levou à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados. Gonet negou qualquer motivação política nas ações do Ministério Público Federal. “A Procuradoria-Geral da República não tem as cores das bandeiras partidárias”, afirmou, ao rebater críticas de senadores bolsonaristas que classificaram as investigações como perseguição.
Durante a sabatina, o PGR destacou que o órgão utilizou acordos de não persecução penal para réus que reconheceram culpa e se comprometeram com reparações — 568 investigados foram beneficiados e 715 condenados até outubro. Ele também ressaltou ter atuado “com respeito absoluto ao sigilo judicial” e mencionou outros casos relevantes sob sua gestão, como o escândalo dos desvios no INSS e o acordo sobre o rompimento da barragem da Samarco.
A sabatina ocorre para avaliar sua recondução ao cargo por mais dois anos, com apoio formal da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR). Com informações: Agência Brasil

