Polícia Científica dobra presença no Paraná e amplia atendimento pericial em todas as regiões do Estado

Expansão da estrutura levou novas unidades para o Interior e fortaleceu a produção de provas técnicas para investigações e processos judiciais

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Foto: Geraldo Bubniak / AEN

A Polícia Científica do Paraná (PCIPR) ampliou de forma significativa sua atuação em todo o Estado nos últimos anos. Com investimentos superiores a R$ 16,7 milhões em obras, equipamentos e estruturação, a instituição passou de dez para 20 unidades plenas regionais em funcionamento, além de cinco postos avançados, fortalecendo a presença dos serviços periciais em diferentes regiões paranaenses. As novas estruturas foram implantadas em cidades como Apucarana, Campo Mourão, Ivaiporã, Jacarezinho, Paranavaí, Pato Branco, Telêmaco Borba, Toledo e União da Vitória. Também foram criados postos avançados em Irati, Cianorte, Loanda, Matinhos e na Casa da Mulher Brasileira, em Curitiba.

Um dos destaques é a nova sede da Polícia Científica em Ponta Grossa, construída com investimento de R$ 15,4 milhões. A unidade conta com 2,8 mil metros quadrados de área construída dentro da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e oferece um portfólio de 122 tipos de exames periciais. A estrutura ampliou a capacidade de produção de provas técnicas e fortaleceu o atendimento à região dos Campos Gerais.

Em Irati, a implantação de um Posto Avançado passou a atender municípios da região Centro-Sul, como Prudentópolis, Rebouças, Rio Azul, Mallet, Imbituva e Fernandes Pinheiro, reduzindo a dependência de unidades mais distantes. Já em Telêmaco Borba, a nova sede atende dez municípios da região e oferece serviços de criminalística, necropsia, exames de lesão corporal, violência sexual e atendimentos a custodiados.

Segundo o diretor operacional da PCIPR, Leonel Letnar, a ampliação da estrutura permite respostas mais rápidas às ocorrências e fortalece a qualidade das provas produzidas. “A presença de equipes periciais em regiões estratégicas permite maior agilidade na realização dos exames, preservando a qualidade da prova técnica e fortalecendo a cadeia de custódia”, destacou.

Com a descentralização dos serviços, a Polícia Científica conseguiu reduzir deslocamentos, otimizar a distribuição das demandas periciais e agilizar a entrega de laudos. A regionalização também favorece a integração com as forças de segurança locais e contribui para a produção de análises mais precisas e alinhadas às características de cada região.

Outro avanço importante foi a implantação da Central de Comunicação Operacional da Polícia Científica (Cecomp), criada em 2021. O sistema permite identificar a equipe mais próxima para atendimento das ocorrências, reduzindo o tempo de resposta e garantindo maior preservação dos locais periciados. Desde sua criação, a Cecomp já atendeu cerca de 38 mil ocorrências e possibilitou que os serviços da Polícia Científica alcançassem os 399 municípios do Paraná.

Além da expansão física, a instituição também investe na padronização dos procedimentos por meio dos Procedimentos Operacionais Padrão (POPs), utilizados tanto na Capital quanto no Interior. A medida garante uniformidade técnica, segurança metodológica e maior qualidade na elaboração dos laudos periciais.

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Redação Paiquerê FM News

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