Polícia faz buscas em área rural por pistas sobre desaparecimento de primas no Paraná
Investigação trata o caso como duplo homicídio e procura esclarecer o paradeiro de duas jovens desaparecidas desde abril

A Polícia Civil do Paraná realizou, nesta segunda-feira (15), buscas em uma área rural de Paraíso do Norte, no noroeste do estado, durante as investigações sobre o desaparecimento das primas Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida. As diligências foram motivadas por denúncias anônimas e informações obtidas ao longo da apuração. As jovens foram vistas pela última vez em 21 de abril, após saírem de uma boate em Paranavaí.
Com apoio da Polícia Militar e da Polícia Científica, as equipes utilizaram drones e equipamentos de radar de penetração no solo para identificar possíveis vestígios que possam ajudar a esclarecer o caso. Até o momento, as autoridades não divulgaram se algum elemento relevante foi encontrado durante as buscas. Segundo a Polícia Civil, as investigações seguem sob sigilo e são tratadas como prioridade.
O principal suspeito é Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos, que está foragido desde o fim de abril, quando teve a prisão preventiva decretada. Conforme a linha investigativa adotada pela polícia, o desaparecimento das primas é tratado como um possível duplo homicídio, com a hipótese de feminicídio sendo analisada de acordo com a motivação do crime. Informações sobre o paradeiro do suspeito podem ser repassadas de forma anônima pelos telefones 181, 190 ou 197.
As investigações apontam que Clayton, conhecido pelos apelidos de “Sagaz” e “Dog Dog”, utilizava o nome falso de “Davi” e teria sido a última pessoa vista com as jovens. Imagens de câmeras de segurança e registros em redes sociais ajudaram a reconstruir os últimos passos das primas antes do desaparecimento. A ex-companheira do suspeito também foi presa sob suspeita de prestar apoio financeiro e logístico durante a fuga.
Mais de um mês após o desaparecimento, familiares ainda aguardam respostas sobre o destino de Letycia e Sttela. A Polícia Civil afirma que continua empregando recursos tecnológicos e equipes especializadas para localizar as jovens e concluir a investigação.
Com informações da Polícia Civil do Paraná
