Polícia Civil de Ibiporã investiga grupo suspeito de aplicar golpes envolvendo falso saque do FGTS
Operação cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão contra suspeitos de enganar trabalhadores com promessas de liberação de valores e provocar contratação de empréstimos

A Polícia Civil de Ibiporã realizou nesta quarta-feira (8) a Operação Fundo Falso, que apura um suposto esquema de estelionato eletrônico e associação criminosa envolvendo falsas negociações relacionadas ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
A ação foi autorizada pela Justiça e resultou no cumprimento de seis mandados de prisão temporária e sete mandados de busca e apreensão. As medidas fazem parte de uma investigação que busca identificar a participação dos envolvidos em golpes aplicados contra trabalhadores.
Segundo a Polícia Civil, os suspeitos abordavam as vítimas com a promessa de liberar valores do FGTS, antecipar recursos ou realizar a troca de empréstimos por uma modalidade que seria mais vantajosa. A oferta, apesar de fraudulenta, apresentava aparência de regularidade e convencia os trabalhadores.
De acordo com o delegado Victor Dutra, os criminosos orientavam as vítimas a acessar links enviados por eles, realizar reconhecimento facial e assinar documentos eletronicamente. Os procedimentos eram apresentados como etapas necessárias para serviços relacionados ao FGTS, mas, na prática, resultavam na contratação de empréstimos consignados.
Após a liberação do dinheiro nas contas das vítimas, os investigados solicitavam transferências de parte dos valores para contas indicadas por eles. A justificativa era de que o repasse seria necessário para concluir a operação ou efetivar a suposta migração do crédito.
A fraude só era percebida posteriormente, quando os trabalhadores verificavam descontos mensais em seus salários ou consultavam seus extratos bancários. Nesse momento, descobriam que haviam contratado empréstimos e que os valores enviados aos suspeitos não seriam devolvidos.
O nome da operação faz referência à estratégia usada pelos investigados, que, segundo a Polícia Civil, criavam uma falsa aparência de legalidade ao utilizar o FGTS como argumento para convencer as vítimas e executar os golpes.
A investigação segue em andamento pelas autoridades competentes
Com informações PCPR / Folha de Londrina
