Polícia Civil instaura inquérito para apurar mensagens com símbolo nazista e suposta incitação à violência na UEL

Inquérito apura autenticidade de prints que circularam em redes sociais e teriam sido publicados em grupo de WhatsApp ligado ao meio universitário

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Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Paraná, por meio da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, instaurou inquérito para apurar mensagens divulgadas em um grupo de WhatsApp com imagem de cruz suástica e suposto conteúdo de incitação à violência. O caso envolve o contexto de um ato político realizado na noite de quinta-feira (8), em frente ao Restaurante Universitário da Universidade Estadual de Londrina.

Segundo a PCPR, os fatos chegaram ao conhecimento da corporação por meio de comunicações encaminhadas pela 24ª Promotoria de Justiça de Londrina, por gabinetes parlamentares e pela Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, o Disque 100. As denúncias se referem ao mesmo conjunto de capturas de tela, que também circulou nas redes sociais.

De acordo com o material recebido, as mensagens teriam sido publicadas na quarta-feira (7), em um grupo de WhatsApp de cunho político, com participantes ligados ao meio universitário local. Entre os conteúdos apurados, há uma imagem de pessoas portando bandeiras com cruz suástica e uma mensagem de autodeclaração extremista.

Em tese, a divulgação de símbolos ou propaganda com elementos ligados ao nazismo pode configurar crime previsto na Lei nº 7.716/1989. A Polícia Civil também apura possível incitação pública à prática de crime, prevista no artigo 286 do Código Penal, além de outras eventuais infrações que possam surgir no curso da investigação.

O inquérito busca verificar a autenticidade e a integridade das mensagens, identificar os autores e individualizar a conduta de cada envolvido. Até o momento, segundo a Polícia Civil, não há investigado formalmente identificado.

Contexto na universidade

A apuração ocorre em meio a um ambiente de polarização política na comunidade universitária após o primeiro turno das eleições. Com a divulgação dos resultados, grupos de estudantes passaram a se organizar em espaços digitais para manifestar posições políticas.

A preocupação aumentou depois que uma captura de tela atribuída ao grupo “Nós da UEL com Flávio Bolsonaro” passou a circular entre estudantes. No print, aparecia a frase “aqui é só fascista antipetista”. Em outras mensagens, também havia menção a uma suposta organização para o “lançamento de bombas nos petistas”.

As publicações provocaram alerta entre estudantes que participariam do ato político em frente ao Restaurante Universitário e também entre pessoas que poderiam estar no local no momento da manifestação.

Durante o ato, equipes da Polícia Civil estiveram presentes de forma preventiva. Segundo informações repassadas à reportagem, a presença ocorreu a pedido do Ministério Público do Paraná, com o objetivo de garantir a segurança no local.

A Polícia Militar informou que, até aquele momento, não havia recebido denúncia sobre a suposta ameaça. A UEL declarou que analisa o caso e que adotou medidas para garantir a segurança dos presentes.

As diligências da Polícia Civil tramitam sob sigilo, conforme o artigo 20 do Código de Processo Penal. A PCPR informou que não divulgará nomes de pessoas eventualmente investigadas.

Como colaborar

A Polícia Civil orienta que pessoas que tenham recebido diretamente as mensagens ou que possuam informações sobre os fatos não repassem o conteúdo em redes sociais.

As informações podem ser encaminhadas à 10ª Subdivisão Policial de Londrina, localizada na Rua São Pedro, nº 330, na Vila Siam, ou repassadas de forma anônima pelo telefone 181.

Com informações da Polícia Civil do Paraná.

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Redação Paiquerê FM News

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