Polícia Civil investiga morte de menino atacado por cachorro em Apucarana
Família, vizinhos e demais testemunhas devem ser ouvidos para esclarecer as circunstâncias do ataque e verificar eventual responsabilidade dos responsáveis pela criança.

A Polícia Civil de Apucarana abriu uma investigação para apurar a morte de um menino de 8 anos, atacado pelo cachorro da própria família dentro de uma residência no Residencial Viverti. O caso aconteceu nesta quinta-feira (24).
Segundo o delegado-chefe da 17ª Subdivisão Policial, Marcus Felipe Rodrigues, ainda não é possível determinar o que provocou o comportamento do animal ou se houve alguma falha por parte dos responsáveis pela criança.
Equipes da Polícia Civil estiveram no imóvel e acionaram o Instituto Médico-Legal (IML) e a Polícia Científica. A Guarda Municipal e a Polícia Militar também participaram do atendimento inicial. Conforme as informações levantadas até agora, o cachorro era mestiço com pitbull e estava com a família havia cerca de três meses.
O animal teria sido adotado ainda filhote e, de acordo com os familiares, convivia normalmente com as crianças e outros animais da residência. Uma das hipóteses que será analisada é a possibilidade de algum estímulo externo, como barulho ou fogos de artifício, ter provocado a reação.
O ataque atingiu principalmente as regiões do rosto e do pescoço do menino. As lesões nessas áreas são apontadas, inicialmente, como possíveis causas da morte, mas as circunstâncias ainda serão esclarecidas pelos exames periciais.
No momento do ataque, outras duas crianças estavam na residência: uma adolescente de 13 anos e uma criança de 5 anos, ambas primas da vítima. Os pais haviam saído para trabalhar e, segundo as informações iniciais, uma avó que morava nas proximidades dava apoio. As duas crianças não ficaram feridas.
Vizinhos entraram na casa para tentar socorrer o menino, mas também foram ameaçados pelo cachorro. Diante do risco de novos ataques, foi realizada uma intervenção que terminou com a morte do animal.
A Polícia Civil deverá ouvir familiares, vizinhos e outras testemunhas para reunir informações sobre o que aconteceu. Entre as possibilidades que serão analisadas está a eventual ocorrência de crimes como homicídio culposo ou abandono de incapaz, mas não há, até o momento, responsabilização definida.
O delegado reforçou que a investigação está em fase inicial e que todas as circunstâncias serão avaliadas antes de qualquer conclusão sobre eventual responsabilidade criminal.
Com informações da Polícia Civil