Por que os beija-flores fazem um zumbido enquanto voam? Entenda o fenômeno
O característico zumbido dos beija-flores está diretamente relacionado à velocidade impressionante com que movimentam suas asas. Algumas espécies chegam a ultrapassar 80 batidas por segundo, permitindo que essas aves parem no ar e voem em diferentes direções.

Quem já observou um beija-flor de perto provavelmente percebeu o característico zumbido produzido enquanto a pequena ave se movimenta. O som está relacionado principalmente à maneira incomum como esses animais voam e à enorme velocidade alcançada por suas asas.
Segundo a especialista Tatiana Santander, coordenadora sênior de projetos da organização Aves y Conservación, algumas espécies de beija-flor conseguem realizar mais de 80 batidas de asas por segundo. Esse movimento extremamente rápido permite que as aves voem em diferentes direções, inclusive para trás, além de permanecerem praticamente paradas no ar.
Durante o voo, os beija-flores movimentam as asas de maneira que favorece a sustentação tanto na subida quanto na descida. A rápida interação das asas com o ar produz variações de pressão e vibrações responsáveis pelo zumbido característico, cuja frequência muda de acordo com a espécie e a velocidade das batidas.
Um beija-flor-de-cauda-larga, por exemplo, pode movimentar as asas aproximadamente 50 a 60 vezes por segundo, produzindo um som metálico que lembra o de alguns insetos. Já espécies pequenas conhecidas como woodstars podem alcançar entre 80 e 100 batidas por segundo, criando um zumbido semelhante ao de um zangão.
O chamado beija-flor-gigante, por outro lado, movimenta as asas mais lentamente, com cerca de 10 a 15 batidas por segundo. Como consequência, produz um som mais grave, comparado ao ruído distante de um pequeno helicóptero.
Além do zumbido normal provocado pelo voo, algumas espécies também conseguem gerar sons diferentes durante mergulhos rápidos usados em disputas territoriais ou exibições de acasalamento. Nesses movimentos, os animais podem atingir velocidades próximas de 95 quilômetros por hora.
A capacidade de permanecer parado no ar e realizar movimentos extremamente rápidos exige grande quantidade de energia. Por isso, os beija-flores possuem um metabolismo muito acelerado e precisam se alimentar frequentemente para sustentar a intensa atividade muscular necessária ao voo.
Com informações do Aventuras na História e Popular Science.
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