Projeto para recriar características do mamute lanoso pode levar mais tempo que o previsto

O projeto da Colossal Biosciences para criar elefantes geneticamente modificados com características do mamute lanoso deve levar mais tempo do que inicialmente previsto. A expectativa de nascimento em 2028 foi revista, e a empresa agora trabalha com o início da década de 2030, diante da complexidade genética envolvida.

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Reprodução / Foto ilustrativa: Banco de imagens

O projeto da Colossal Biosciences para desenvolver um animal semelhante ao mamute lanoso por meio de engenharia genética pode levar mais tempo do que o inicialmente planejado. A empresa, que chegou a projetar uma gestação para 2027 e nascimento em 2028, agora estima que o resultado possa ocorrer no início da década de 2030.

A iniciativa utiliza informações obtidas do DNA de mamutes e pretende modificar geneticamente elefantes para reproduzir características que permitiam aos animais extintos sobreviver em ambientes extremamente frios. O objetivo, portanto, não é produzir uma cópia genética perfeita de um mamute original, mas um animal com características semelhantes.

Inicialmente, os pesquisadores estimavam que aproximadamente 60 genes precisariam ser modificados. Com o avanço das análises, esse número chegou a cerca de 150 e pode continuar aumentando. Entre as características estudadas estão o tamanho das orelhas e da cauda, importantes para a adaptação às baixas temperaturas.

A pelagem também representa um dos principais desafios. Os cientistas investigam não apenas o crescimento dos pelos, mas estruturas associadas aos folículos e as diferentes proteínas que compõem os fios dos mamutes.

Como parte das pesquisas, a empresa anunciou em março de 2025 a criação de camundongos geneticamente modificados com pelagem longa, utilizados como modelo experimental para estudar características relacionadas aos pelos. Testes com animais maiores também podem fazer parte das próximas etapas.

Segundo Ben Lamm, CEO e cofundador da Colossal Biosciences, ainda não existe uma data exata para o nascimento do primeiro animal do projeto. A previsão atual aponta para o início da década de 2030, enquanto os pesquisadores continuam trabalhando para compreender as diferenças genéticas entre mamutes e elefantes modernos.

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