Replantar as mesmas espécies após incêndios pode não recuperar florestas, alertam pesquisadores
Pesquisadores alertam que o reflorestamento de áreas atingidas por incêndios precisa considerar os efeitos das mudanças climáticas. O aumento das temperaturas e a redução da umidade podem dificultar a sobrevivência de mudas das espécies que ocupavam originalmente essas regiões, exigindo novas estratégias de recuperação ambiental.

O plantio das mesmas espécies de árvores destruídas por incêndios pode não ser suficiente para recuperar áreas florestais. Estudos divulgados pela revista científica Science apontam que o aumento das temperaturas e a redução da umidade dificultam a sobrevivência das mudas.
Após as queimadas, a perda da cobertura vegetal deixa o solo mais exposto ao Sol. Em algumas situações, a temperatura pode subir mais de seis graus, prejudicando principalmente as plantas jovens.
No Brasil, os impactos variam entre os biomas. Enquanto o Cerrado possui espécies adaptadas ao fogo, a Amazônia e a Mata Atlântica apresentam maior vulnerabilidade a incêndios frequentes.
Uma das alternativas estudadas é a migração assistida, que utiliza sementes e mudas de populações vegetais adaptadas a ambientes mais quentes e secos. A estratégia, porém, exige investimentos e cuidados para evitar desequilíbrios ambientais.
Especialistas também destacam a importância dos conhecimentos de povos indígenas e comunidades tradicionais na recuperação das florestas. Segundo os pesquisadores, preservar a vegetação existente e prevenir novos incêndios continuam sendo as medidas mais eficazes de proteção ambiental.
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