Santa Casa de Londrina suspende novos atendimentos do SUS por superlotação

Pronto-socorro tinha 55 pacientes para 16 leitos; hospital afirma que superlotação também atinge outras unidades terciárias da cidade.

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Foto: Acervo Londrina Histórica

A Santa Casa de Londrina suspendeu temporariamente, nesta quinta-feira (13), o recebimento de novos pacientes do SUS encaminhados pelos serviços de urgência e emergência. A decisão foi comunicada à Central de Leitos devido à superlotação do pronto-socorro.

Em nota encaminhada ao jornalismo da Rádio paiquerê FM 98.9, a instituição informou que, às 11h desta sexta-feira (14), havia 55 pacientes no setor, que possui capacidade instalada para 16 leitos. A ocupação representa 240% acima da capacidade considerada para a unidade.

Familiares relataram que os corredores do pronto-socorro estavam lotados, com pacientes acomodados em macas e poltronas enquanto aguardavam a liberação de leitos. A Santa Casa confirmou a situação e informou que o atendimento a novos pacientes do SUS permanece suspenso até nova orientação.

O hospital ressaltou, porém, que é uma unidade terciária de alta complexidade e recebe pacientes referenciados, encaminhados por serviços como Siate, Samu, UBSs, UPAs e pelas regiões Norte e Sul de Londrina.

A instituição também explicou que, diante da superlotação simultânea dos três hospitais terciários da cidade, Santa Casa, Hospital Universitário (HU) e Hospital Evangélico de Londrina (HEL), os pacientes continuam sendo encaminhados em situações de “vaga zero”, quando não há leitos disponíveis.

A direção destacou ainda que a superlotação não deve ser confundida com as dificuldades administrativas e financeiras enfrentadas pela instituição. Segundo a Santa Casa, os três hospitais terciários sofrem com a pressão sobre a capacidade de atendimento, enquanto a crise de gestão e as dívidas são uma situação específica da Santa Casa.

O cenário ocorre após a instituição ter passado por uma intervenção judicial no mês passado e em meio a dificuldades financeiras. A direção afirma que essas questões são distintas do atual problema de lotação do pronto-socorro.

A situação evidencia a pressão enfrentada pela rede de atendimento de alta complexidade em Londrina. Com os três hospitais terciários operando sob forte demanda, o fluxo de pacientes encaminhados pelos serviços de emergência continua mesmo diante da falta de leitos disponíveis.

Com informações da Santa Casa e paiquerê FM 98.9

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Redação Paiquerê FM News

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