Suspeito de matar médica com dez golpes de faca é transferido para a UTI e audiência de custódia é adiada
A defesa do principal suspeito informou o adiamento da audiência após transferência para a UTI em estado grave, enquanto a Delegacia da Mulher assumiu oficialmente as investigações do caso.

A defesa de João Vitor Domingues Romero, apontado como o principal suspeito pelo assassinato da médica Gassi Masia, de 37 anos, informou o adiamento da audiência de custódia que estava marcada para esta terça-feira. O investigado foi transferido da semi-UTI para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em estado grave, após passar por traqueostomia e perder a capacidade de se comunicar verbalmente.
Diante da gravidade do quadro clínico, a defesa comunicou o cancelamento da sessão que ocorreria às 15h. Os advogados informaram que estão avaliando a situação jurídica do cliente e aguardam a estabilização de sua saúde para que uma nova data de audiência seja agendada. A equipe jurídica que representa o investigado passou por alterações nesta manhã.
Enquanto recebe atendimento médico em um hospital de Maringá, o caso teve novos desdobramentos na esfera policial. A Delegacia da Mulher de Maringá confirmou oficialmente que assumiu a investigação do inquérito nesta terça-feira, primeiro dia útil após o ocorrido no último final de semana.
Até então, o caso vinha sendo atendido sob o regime de plantão. Com o expediente regular retomado, a delegada responsável já iniciou os trabalhos de apuração, buscando reunir mais elementos probatórios e aprofundar a investigação sobre as circunstâncias do crime.
O crime ocorreu na noite do último sábado, quando a médica Gasi Masia foi morta com pelo menos dez golpes de faca dentro da residência onde morava. No local, também estava presente um bebê de apenas oito meses, filha da vítima e do principal suspeito.
João Vitor Domingues Romero teria confessado a autoria do crime a uma parente logo após o fato. No dia anterior, a polícia civil já havia colhido o depoimento dessa familiar, que confirmou o relato da confissão prestado pelo suspeito.
Apesar da confissão preliminar e da repercussão do caso, a Polícia Civil segue em diligências para esclarecer todas as motivações e dinâmicas do homicídio. Como o suspeito permanece hospitalizado e sem previsão de alta, a realização da audiência de custódia permanece sem data definida, aguardando a evolução do seu estado de saúde.
