Telescópio da Nasa deve cair na Terra após missão de resgate fracassar no espaço
Após mais de 20 anos de observações científicas, o telescópio espacial Swift deve reentrar na atmosfera terrestre nas próximas semanas. Uma tentativa de elevar sua órbita fracassou devido a problemas técnicos na espaçonave enviada para resgatá-lo.

O telescópio espacial Swift, lançado pela Nasa em 2004, está chegando ao fim de sua missão após mais de duas décadas de descobertas científicas. Segundo comunicado divulgado pela agência espacial na última sexta-feira (23), o equipamento deve reentrar na atmosfera da Terra nas próximas semanas, depois que uma operação para prolongar sua permanência no espaço não conseguiu atingir o objetivo.
O problema está relacionado à perda gradual de altitude provocada pelo arrasto atmosférico. Mesmo em órbita, o telescópio sofre a resistência das camadas superiores da atmosfera terrestre, que reduz sua velocidade e faz com que se aproxime cada vez mais do planeta. Como o Swift não possui propulsores próprios, não consegue elevar sua órbita para evitar a reentrada.
Na tentativa de salvar o equipamento, a espaçonave LINK, desenvolvida pela empresa norte-americana Katalyst Space Technologies, foi lançada em 3 de julho. A missão previa utilizar três braços robóticos para se acoplar ao telescópio e impulsioná-lo até uma altitude maior. No entanto, falhas nos sistemas de propulsão e de controle de orientação impediram a operação.
A LINK conseguiu se aproximar do Swift e registrar imagens do telescópio no espaço, mas não realizou o resgate. Com isso, a expectativa é de que grande parte do equipamento se desintegre durante a passagem pela atmosfera. Segundo as informações divulgadas, o risco de fragmentos atingirem áreas habitadas é considerado baixo.
Ao longo de sua trajetória, o Swift contribuiu para o estudo das explosões de raios gama, alguns dos fenômenos mais energéticos do universo, além de observar supernovas, buracos negros, asteroides e cometas. A Nasa estima que seus dados tenham sido utilizados em cerca de sete mil artigos científicos. Mesmo após o encerramento da missão, o arquivo de observações deverá continuar contribuindo para novas pesquisas astronômicas.
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