Tempestades deixam rastro de destruição, interdições e desaparecidos no Paraná

Balanço oficial aponta dezenas de municípios afetados por enchentes, deslizamentos e cortes de energia, enquanto forças de segurança mobilizam resgates em várias regiões do estado.

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Foto: Divulgação / PRF

As fortes chuvas que castigaram o estado do Paraná ao longo do último final de semana exigiram uma ampla mobilização das forças de segurança e órgãos de proteção civil. Até a tarde de domingo, levantamentos preliminares da Defesa Civil estadual já computavam dezenas de ocorrências distribuídas por dezenas de municípios paranaenses, evidenciando um cenário de estragos generalizados.

Entre as ocorrências mais graves, equipes de salvamento iniciaram buscas intensas por duas pessoas que desapareceram após serem arrastadas pela força da correnteza do rio Ribeira, em Rio Branco do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. Os trabalhos de varredura e resgate ficaram sob a responsabilidade do Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST) do Corpo de Bombeiros.

O município de Cerro Azul, situado na mesma região metropolitana e cercado por três rios, transformou-se em um dos pontos mais críticos devido ao elevado volume d’água. A localidade registrou severos deslizamentos de terra, estradas de acesso bloqueadas, ruas cobertas por lama e moradores desabrigados, o que motivou a transferência temporária do posto de comando dos bombeiros para a região.

O cenário de destruição também afetou cidades vizinhas como Adrianópolis, Tunas do Paraná, Bocaiúva do Sul, Colombo e Almirante Tamandaré. Agentes rodoviários federais e estaduais, em conjunto com equipes do DER-PR e do Dnit, realizaram varreduras intensas para mapear e sinalizar pontos de interdição provocados por barreiras caídas nas estradas.

Na região sul do estado, o município de União da Vitória enfrentou enchentes expressivas que forçaram famílias a abandonarem suas residências. Para mitigar os impactos, o Instituto Água e Terra (IAT) disponibilizou embarcações, veículos de tração integral e caminhões de apoio à Defesa Civil.

A suspensão de aulas precisou ser decretada em sete escolas da rede estadual de ensino de União da Vitória para esta segunda-feira. Seis dessas unidades foram adaptadas para funcionar como abrigos provisórios aos desabrigados, enquanto uma unidade enfrentava risco direto de invasão pelas águas.

Problemas viários semelhantes afetaram o município vizinho de Cruz Machado, onde o fluxo de veículos e o acesso terrestre ficaram gravemente comprometidos devido a obstruções na rodovia estadual PR-447.

O setor elétrico também sofreu impactos severos decorrentes das intempéries. No meio da tarde de domingo, concessionárias contabilizavam quase treze mil unidades consumidoras privadas de fornecimento de energia elétrica em municípios como Cerro Azul, Adrianópolis, Tunas do Paraná e Doutor Ulysses.

Em Londrina e adjacências, o sistema de proteção registrou quedas de árvores e demandas por vistorias estruturais entre a noite de sexta-feira e o sábado. Já na cidade vizinha de Jataizinho, a Defesa Civil manteve monitoramento constante sobre o rio homônimo, que apresentou elevação em seu leito sem atingir, contudo, níveis de extravasamento generalizado.

A situação exigiu maior cautela nas imediações do rio Tibagi, onde o nível das águas subiu de forma acentuada ao longo do fim de semana, superando a normalidade em mais de dois metros e mantendo as equipes de prontidão diante das previsões meteorológicas desfavoráveis.

Com informações do G1

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Redação Paiquerê FM News

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