Tráfego no Estreito de Ormuz oscila após alívio em sanções ao petróleo iraniano

Via marítima voltou a registrar alta no movimento de embarcações, mas ritmo caiu após novos alertas de segurança

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Foto: Reprodução

O Estreito de Ormuz tem sido palco de diversas instabilidades geopolíticas ao longo dos últimos meses. No entanto, na última semana, a região registrou mais tráfego do que nos últimos três meses. Nesta sexta-feira (26), porém, o ritmo de circulação no canal voltou a diminuir.

O aumento do tráfego ocorreu após a decisão dos Estados Unidos de suspender temporariamente sanções relacionadas ao petróleo iraniano. A medida foi anunciada no começo da semana como parte das negociações em torno de um acordo de cessar-fogo entre os países.

De acordo com dados do MarineTraffic, 73 embarcações transitaram pela importante via navegável na quarta-feira, o maior número desde o período posterior ao início da guerra com o Irã, no fim de fevereiro. O volume foi mais que o dobro do registrado na terça-feira.

“O que estamos vendo são os navios que estavam parados no Golfo por esse longo período começando a sair, com foco na ajuda humanitária para resgatar os marítimos e, em seguida, alguns petroleiros selecionados quando as sanções foram suspensas”, disse Gene Seroka, diretor executivo do Porto de Los Angeles, que passou meia década trabalhando para uma grande empresa de navegação no Oriente Médio.

Impactos

O Estreito de Ormuz é um dos principais corredores marítimos do mundo e tem papel vital para a economia global. A região é responsável pela passagem de uma parcela significativa do petróleo comercializado no planeta.

Por isso, qualquer bloqueio ou redução no fluxo de embarcações pode provocar alta nos preços dos combustíveis, pressão sobre a inflação e longos atrasos logísticos. Esse cenário tem preocupado mercados e governos diante das instabilidades registradas nos últimos meses.

Por que o tráfego caiu?

O tráfego marítimo voltou a cair nesta sexta-feira depois que o Irã alertou que os navios não deveriam passar pelo estreito ao longo da costa de Omã. Segundo o aviso, a passagem segura seria garantida apenas por rotas declaradas ao Irã.

A orientação aumentou a preocupação com possíveis ataques futuros, especialmente para embarcações que tentam sair ou entrar no estreito nas proximidades de Omã.

O secretário-geral da Organização Marítima Internacional, Arsenio Dominguez, afirmou em comunicado que decidiu suspender temporariamente o programa de evacuação por precaução. Segundo ele, a embarcação atacada não estava transitando dentro do quadro de evacuação coordenado pela IMO.

A situação segue sendo acompanhada por autoridades marítimas internacionais, diante do risco de novos impactos sobre a navegação e sobre o mercado global de energia.

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Redação Paiquerê FM News

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