Trump aprova acordo nuclear civil com a Arábia Saudita
Pacto de 30 anos pode abrir caminho para enriquecimento de urânio em território saudita e ocorre em meio à escalada militar entre Estados Unidos e Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aprovou um acordo de cooperação nuclear civil com a Arábia Saudita pelo prazo de 30 anos. A informação foi divulgada pela agência France-Presse. Segundo a imprensa francesa, o pacto prevê a participação de empresas norte-americanas no desenvolvimento do setor nuclear saudita e abre caminho para que o país árabe construa instalações de enriquecimento de urânio em seu território.
De acordo com veículos da imprensa internacional, o acordo poderá ser anunciado publicamente pelos dois países já nesta quarta-feira (22).
A proposta, no entanto, ainda deverá ser submetida ao Congresso dos Estados Unidos para análise e pode enfrentar resistência entre parlamentares. A preocupação é que o apoio norte-americano ao antigo objetivo saudita de enriquecer urânio no próprio território possa abrir caminho para uma nova rodada de proliferação nuclear e disputa armamentista no Oriente Médio.
A Arábia Saudita é membro da Agência Internacional de Energia Atômica, a AIEA, órgão sediado em Viena que promove o uso pacífico da energia nuclear e realiza inspeções para garantir que países não mantenham programas secretos de armas atômicas.
Contra o Irã
Os Estados Unidos seguem em meio a combates intensos com o Irã, após uma escalada de tensões geopolíticas envolvendo diferentes frentes, com destaque para a disputa pelo controle do Estreito de Ormuz.
Em resposta a semanas de ataques norte-americanos, o Irã tem reagido com ofensivas, mas continua na mira do governo Donald Trump.
Nesta terça-feira (21), o presidente norte-americano afirmou que pretende atingir instalações nucleares iranianas em breve. A ameaça foi feita durante a décima primeira noite consecutiva de bombardeios aéreos e navais contra alvos militares, estruturas de mísseis e centros logísticos do Irã.
O regime dos aiatolás alertou que qualquer ataque contra suas centrais nucleares resultará em retaliações diretas contra interesses dos Estados Unidos no Oriente Médio.
Em audiência no Congresso norte-americano, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, informou que os custos da guerra no Irã já chegaram a US$ 37,5 bilhões.
O Pentágono pressiona os parlamentares pela aprovação urgente de um pacote orçamentário suplementar de US$ 67 bilhões para manter o contingente militar na região.
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