Trump elogia rapidez da apuração no Brasil e critica sistema eleitoral dos EUA
Presidente americano comentou o resultado do primeiro turno em rede social e comparou o processo brasileiro ao modelo de votação e apuração utilizado nos Estados Unidos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou nesta segunda-feira (5) a rapidez da apuração do primeiro turno das eleições brasileiras. Em publicação na rede Truth Social, ele destacou que os resultados foram divulgados poucas horas após o encerramento da votação.
Trump afirmou que cerca de 125 milhões de pessoas participaram da votação no Brasil e usou a comparação para fazer críticas ao sistema eleitoral americano.
Na mesma publicação, o presidente dos EUA questionou o tempo necessário para a divulgação de resultados em cidades e estados americanos. Ele classificou o processo eleitoral do país como “corrupto”, sem apresentar, na postagem, evidências para sustentar a afirmação.
A postagem chegou a apresentar uma informação incorreta sobre o país onde havia ocorrido a eleição. Trump inicialmente escreveu que a votação havia acontecido na Índia, mas corrigiu a publicação posteriormente.
O presidente americano não fez comentários diretos sobre o desempenho de Flávio Bolsonaro (PL) ou Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputarão o segundo turno da eleição brasileira em 25 de outubro.
A apuração brasileira começou após o encerramento da votação, com a transmissão dos boletins de urna ao Tribunal Superior Eleitoral. Durante a noite, houve uma interrupção temporária na atualização nacional dos resultados, atribuída pelo TSE a um congestionamento no sistema de divulgação. Segundo a Corte, o problema não afetou a contabilização dos votos.
Trump também terá uma disputa eleitoral nos Estados Unidos pela frente. Em 3 de novembro, os americanos irão às urnas para as eleições de meio de mandato, que definirão a composição do Congresso e servirão como um teste político para o governo.
Antes do primeiro turno brasileiro, Trump havia declarado que acompanhava a eleição e considerava o pleito importante, mas não havia manifestado apoio público a nenhum dos candidatos à Presidência. O governo americano também afirmou que não pretende interferir nas eleições brasileiras.
Com informações da CNN Brasil