UEL recebe mil celulares do Governo do Paraná para ampliar projeto de alfabetização

Dispositivos serão utilizados por estudantes de escolas públicas atendidas pelo Kalulu, iniciativa que aplica conhecimentos de neurociência e psicologia cognitiva no ensino da leitura.

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Foto: Secretaria de Estado da Inovação e Inteligência Artificial do Paraná

A Universidade Estadual de Londrina (UEL) recebeu mil celulares do Governo do Paraná para ampliar o alcance do Projeto Kalulu, iniciativa voltada ao aprimoramento da alfabetização nas escolas públicas. Os aparelhos serão equipados com um jogo educativo utilizado por crianças dos municípios participantes.

A entrega foi realizada por meio da Secretaria de Estado da Inovação e Inteligência Artificial (SEIA-PR) e integra as ações de expansão do projeto, que começou em 2025, em Cambé, e chegou a outros nove municípios paranaenses em 2026.

O Kalulu reúne pesquisadores da UEL, da Universidade Federal do ABC (UFABC) e do Collège de France, em uma colaboração internacional vinculada ao neurocientista francês Stanislas Dehaene, referência nos estudos sobre cérebro e aprendizagem da leitura.

A proposta é transformar descobertas científicas em ferramentas práticas para apoiar professores e estudantes. A metodologia combina materiais didáticos, jogos educativos, formação de professores e acompanhamento contínuo do desenvolvimento das habilidades de leitura.

Segundo o secretário estadual da Inovação e Inteligência Artificial, Marcos Stamm, a iniciativa demonstra como a pesquisa científica pode contribuir para solucionar desafios da sociedade, especialmente na área da educação.

A professora Carla Cristiane da Silva, pesquisadora da UEL e uma das coordenadoras do projeto, destaca que o uso de atividades lúdicas e de uma metodologia estruturada busca oferecer melhores condições para o desenvolvimento da leitura desde os primeiros anos do Ensino Fundamental.

Em Cambé, onde o projeto começou, a iniciativa foi implantada em 17 escolas municipais e alcançou aproximadamente 1.300 alunos do primeiro ano. A experiência foi acompanhada por um estudo controlado e randomizado, que comparou os resultados dos estudantes participantes com os de turmas que mantiveram as práticas habituais de ensino.

Ao final do ano, 58% das crianças que utilizaram o Kalulu conseguiam ler mais de cinco palavras por minuto. Entre os estudantes do grupo de comparação, o índice foi de 45%.

Os resultados contribuíram para a ampliação do projeto em 2026. Com os mil celulares destinados à UEL, a expectativa é facilitar o acesso das crianças ao jogo educativo e fortalecer o uso de ferramentas baseadas em evidências científicas no processo de alfabetização.

Com informações da AEN

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Redação Paiquerê FM News

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