Ex-gerente de terceirizada da Copel é preso suspeito de causar prejuízo de R$ 681 mil no Paraná

Homem de 36 anos é investigado por fraudes em contas de energia de familiares e golpes contra clientes de uma concessionária de motocicletas em Toledo

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Foto: imagem Ilustrativa

Um homem de 36 anos foi preso preventivamente na manhã desta quinta-feira (29), em Toledo, no Oeste do Paraná, suspeito de participar de dois esquemas de fraude que teriam causado prejuízo de aproximadamente R$ 681 mil.

Segundo a Polícia Civil, uma das investigações envolve o período em que ele trabalhava como gerente de uma empresa terceirizada da Companhia Paranaense de Energia (Copel). Na ocasião, o suspeito teria utilizado o acesso ao sistema para alterar a titularidade de contas de energia elétrica e dar baixa em faturas de familiares e pessoas próximas, sem que os pagamentos fossem realizados.

O prejuízo estimado nesse esquema é de R$ 311 mil.

Golpes em concessionária de motocicletas

O homem também é investigado por fraudes cometidas em uma concessionária de motocicletas de Toledo, onde teria causado um prejuízo de aproximadamente R$ 370 mil entre abril e julho deste ano.

De acordo com as investigações, ele recebia pagamentos de clientes sem repassar os valores à empresa. Em algumas situações, solicitava que os compradores transferissem o dinheiro da entrada das motocicletas por meio de Pix diretamente para sua conta pessoal. Em outras, utilizava uma máquina de cartão de crédito própria.

Pelo menos dez pessoas foram identificadas como vítimas. Uma delas teria sofrido um prejuízo de aproximadamente R$ 200 mil. O suspeito também é investigado por se apropriar de um notebook pertencente à concessionária.

Investigação continua

Após a prisão, o homem foi interrogado pela Polícia Civil, mas optou por permanecer em silêncio. Em seguida, foi encaminhado à Cadeia Pública de Toledo, onde permanece à disposição da Justiça.

Em nota, a Copel informou que comunicou as autoridades policiais assim que tomou conhecimento das irregularidades e que acompanha as investigações. A companhia também esclareceu que o suspeito não presta serviços à empresa terceirizada desde 2025.

A Polícia Civil continua apurando os casos e não descarta a identificação de outras possíveis vítimas.

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