Adoçantes naturais e artificiais podem ter efeitos diferentes no organismo, aponta estudo
Uma revisão de estudos realizada por pesquisadores da Universidade de Houston aponta que adoçantes artificiais e naturais podem produzir efeitos diferentes sobre o microbioma intestinal e o metabolismo. Os resultados associam alguns compostos artificiais a alterações na flora intestinal e no controle da glicose, enquanto determinadas opções naturais apresentaram efeitos neutros ou potencialmente benéficos.

Adoçantes artificiais e naturais podem provocar efeitos diferentes no organismo, especialmente sobre as bactérias do intestino e o metabolismo da glicose, segundo uma revisão conduzida por pesquisadores da Universidade de Houston, nos Estados Unidos. O trabalho, publicado em fevereiro de 2026 no Journal of Food Studies, reuniu dados de dez estudos científicos anteriores.
Segundo a análise, adoçantes artificiais como sucralose, neotame e acessulfame-K foram associados, em alguns dos estudos avaliados, a alterações na composição da microbiota intestinal. A sucralose, por exemplo, foi relacionada à redução de determinadas bactérias consideradas benéficas e ao aumento de grupos associados a processos inflamatórios.
Os pesquisadores também identificaram estudos que relacionaram o consumo de sucralose a alterações nos níveis de glicose e insulina após as refeições e à redução da sensibilidade à insulina. Outros compostos analisados apresentaram associações com mudanças no metabolismo de gorduras, na microbiota e no peso corporal.
Já adoçantes classificados no estudo como naturais, entre eles estévia, eritritol e xilitol, apresentaram resultados diferentes. As pesquisas analisadas indicaram manutenção da diversidade microbiana e, em alguns casos, estímulo a grupos de bactérias benéficas do intestino.
O trabalho também aponta que alguns desses compostos podem favorecer a produção de substâncias importantes para a barreira intestinal e para processos relacionados à imunidade e à inflamação.
Por se tratar de uma análise de pesquisas anteriores, os resultados devem ser interpretados considerando as diferenças entre os estudos avaliados e não significam que todos os adoçantes artificiais ou naturais produzam necessariamente os mesmos efeitos em todas as pessoas.
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