Tartarugas de linhagem extinta há 150 anos voltam à Ilha Floreana, em Galápagos

Uma ação de conservação devolveu à Ilha Floreana, em Galápagos, 158 filhotes descendentes de tartarugas da linhagem local considerada extinta desde o século XIX. Os animais foram soltos em fevereiro de 2026 e passaram a ser monitorados por satélite para avaliar a adaptação ao ambiente.

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Reprodução: Banco de imagens

Cento e cinquenta e oito filhotes descendentes da antiga linhagem de tartarugas-gigantes de Floreana foram soltos em fevereiro de 2026 na ilha onde a espécie havia desaparecido há cerca de 150 anos. A operação faz parte de um projeto de conservação que busca restaurar a população desses animais e recuperar o equilíbrio ecológico de Galápagos.

A tartaruga-de-floreana foi considerada extinta por volta de 1850, após décadas de exploração por piratas e baleeiros. Entre os séculos XVI e XIX, milhares de tartarugas foram capturadas para servir de alimento durante longas viagens marítimas, enquanto espécies invasoras levadas pelos humanos também passaram a atacar ovos e filhotes.

A história mudou a partir de 2000, quando pesquisadores encontraram, no Vulcão Wolf, na Ilha Isabela, tartarugas com características incomuns. Análises genéticas posteriores mostraram que parte desses animais carregava genes da antiga linhagem de Floreana. A principal hipótese é que tartarugas retiradas da ilha por navegadores tenham sido abandonadas em Isabela e sobrevivido por gerações.

Dezenove exemplares encontrados no Vulcão Wolf foram levados para um centro de reprodução, onde deram origem a centenas de filhotes. As tartarugas soltas neste ano são híbridas, com parte da composição genética da linhagem de Floreana e parte de espécies nativas da região do vulcão. Cientistas ainda acreditam que exemplares geneticamente puros possam existir na área.

Os 158 animais foram equipados com dispositivos de rastreamento por satélite. Com apoio financeiro da Nasa, pesquisadores identificaram locais considerados mais adequados para a soltura e agora acompanham a adaptação das tartarugas ao ambiente.

Além de preservar uma linhagem rara, o projeto tem importância para todo o ecossistema. As tartarugas-gigantes ajudam a dispersar sementes, modificar a vegetação e abrir espaços utilizados por outras espécies. Nas últimas seis décadas, mais de 9 mil tartarugas-gigantes já foram reproduzidas em cativeiro e devolvidas à natureza em Galápagos.

Com informações da CNN Brasil.

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