Ilha flutuante maior que campo de futebol aparece e desaparece em lago no Canadá
Uma ilha flutuante com quase um hectare de extensão chamou a atenção no reservatório de Williston, no Canadá, após desaparecer das imagens de satélite e reaparecer quilômetros depois. Especialistas apontam que ventos e o nível elevado da água contribuíram para o deslocamento da formação.

Uma ilha flutuante coberta por árvores e com quase um hectare de extensão surpreendeu moradores e especialistas ao se deslocar pelo reservatório de Williston, no norte da Colúmbia Britânica, no Canadá. A formação desapareceu temporariamente das imagens de satélite e foi localizada novamente no fim de agosto, cerca de 30 quilômetros distante de sua última posição conhecida.
Os primeiros registros ganharam repercussão em agosto, depois que navegadores encontraram a formação no reservatório. Inicialmente, a B.C. Hydro, empresa responsável pela administração do local e da barragem W.A.C. Bennett, tratou as imagens com cautela antes de confirmar o fenômeno.
Registros de satélite mostraram que, em 21 de julho, a ilha estava aproximadamente 100 quilômetros a oeste da barragem e media cerca de 70 metros por 140 metros. Em 5 de agosto, ela deixou de aparecer nas imagens, levantando a possibilidade de ter afundado ou se aproximado das margens. Posteriormente, foi encontrada encalhada no braço de Ospika.
Segundo as análises, o deslocamento ocorreu principalmente pela ação dos ventos, já que a correnteza naquela região é considerada lenta. O nível elevado do reservatório também pode ter contribuído para desprender uma base de madeira e vegetação acumulada ao longo de décadas.
O reservatório atingiu sua capacidade máxima pela primeira vez em 14 anos, após um inverno rigoroso e um verão chuvoso. Especialistas também apontam que processos de erosão das margens podem favorecer o desprendimento e a movimentação dessas formações.
Apesar da curiosidade despertada pelo fenômeno, a orientação é observar a ilha à distância. A administração do reservatório recomenda que visitantes não tentem desembarcar ou caminhar sobre a formação devido à instabilidade da estrutura.
Com informações de Aventuras na História.
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