Inteligência artificial pode auxiliar gestantes durante pré-natal, mas não substitui médicos
Ferramentas de inteligência artificial podem ajudar gestantes a esclarecer dúvidas e identificar situações que exigem atendimento médico durante a gravidez. Especialistas reforçam, porém, que a tecnologia deve funcionar apenas como apoio e não substituir o acompanhamento realizado por profissionais de saúde.

A inteligência artificial pode ser utilizada como ferramenta de apoio durante os cuidados pré-natais, auxiliando gestantes com informações ao longo da gravidez, mas sem substituir o acompanhamento dos profissionais de saúde. A orientação foi destacada pelo médico obstetra Eduardo Cordioli durante uma palestra sobre o uso da tecnologia na assistência às grávidas.
Entre as iniciativas apresentadas está a “Madrinha Joana”, ferramenta de inteligência artificial desenvolvida pelo grupo Santa Joana para acompanhar gestantes e auxiliar na resolução de dúvidas. O sistema pode fornecer informações sobre alimentação, registrar o histórico da paciente e alertar quando há necessidade de procurar atendimento médico.
A tecnologia também foi desenvolvida para reconhecer situações em que não consegue oferecer uma resposta segura. Diante de determinados sintomas, por exemplo, a ferramenta pode indicar que o quadro é potencialmente grave e orientar a gestante a procurar um profissional, sem realizar um diagnóstico.
Segundo Cordioli, a IA também pode responder dúvidas relacionadas à rotina e ao conforto durante a gestação, como orientações sobre o que levar para o hospital no dia do parto. Dessa forma, a tecnologia pode contribuir para reduzir demandas simples direcionadas às equipes de saúde.
O especialista reforça que a inteligência artificial deve ser utilizada como recurso complementar. Diagnósticos, avaliações clínicas e decisões relacionadas à saúde da gestante e do bebê continuam dependendo do acompanhamento de profissionais capacitados.
Com informações da CNN Brasil.
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