Brasil registra taxa de 5,6% de desemprego nos trimestre até maio
Segundo o IBGE, taxa ficou em 5,6% no trimestre encerrado em maio, com 6,1 milhões de pessoas desocupadas; a menor taxa para o período

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística confirmou, nesta sexta-feira, que o Brasil registrou uma leve queda na taxa de desemprego em comparação aos últimos três meses.
De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, a Pnad Contínua, o país fechou o trimestre móvel encerrado em maio com taxa de desemprego de 5,6%.
O resultado representa a menor taxa para o mês de maio desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012.
No trimestre encerrado em maio, o Brasil tinha 6,1 milhões de pessoas desempregadas. O número representa estabilidade em relação ao trimestre anterior, encerrado em fevereiro, quando havia 6,2 milhões de pessoas nessa condição.
Na comparação com o mesmo período de 2025, houve queda de 9,3%, o equivalente a 624 mil pessoas a menos em busca de trabalho.
Dificuldade para encontrar emprego
O IBGE também divulgou dados sobre a subutilização da força de trabalho, indicador que reúne pessoas desempregadas, trabalhadores que gostariam de trabalhar mais horas e pessoas disponíveis para trabalhar, mas que não procuraram emprego.
A taxa de subutilização caiu para 13,3%, o menor patamar da série histórica, segundo o Instituto.
O indicador recuou em relação ao trimestre anterior, quando estava em 14,1%, e também caiu na comparação com o mesmo período do ano passado, quando era de 14,9%. O resultado mostra melhora no aproveitamento da mão de obra no país.
A população desocupada teve pequeno recuo de 100 mil pessoas no trimestre. Já em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, quando o número de desempregados era de 6,7 milhões, a queda foi de 9,3%.
Carteira assinada e informalidade
Cerca de 39,2 milhões de trabalhadores do setor privado estavam com carteira assinada, sem considerar os trabalhadores domésticos. O número ficou estável tanto na comparação trimestral quanto na comparação anual.
O total de empregados sem carteira assinada no setor privado ficou em 13,3 milhões de pessoas, também estável no trimestre e em relação ao ano anterior.
Já o número de trabalhadores por conta própria chegou a 26 milhões, sem variação significativa nos dois períodos de comparação.
A taxa de informalidade foi de 37,3% da população ocupada. No trimestre encerrado em fevereiro, o índice era de 37,5%. Já no trimestre de março a maio de 2025, estava em 37,8%.
Entre os principais tipos de vínculo no mercado de trabalho, o IBGE registrou 39,2 milhões de empregados com carteira assinada no setor privado, 13,3 milhões de empregados sem carteira, 26 milhões de trabalhadores por conta própria e 5,4 milhões de trabalhadores domésticos.
No caso dos trabalhadores domésticos, o número ficou estável no trimestre, mas teve queda de 328 mil pessoas na comparação anual.
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